A maconha pode afetar o autismo?

Plantação de Cannabis destinada a fins medicinais, em Isreal (Uriel Sinai/Getty Images)
Plantação de Cannabis destinada a fins medicinais, em Isreal (Uriel Sinai/Getty Images)

Pesquisadores publicaram um estudo que analisa meios pelos quais a maconha pode afetar o autismo. O estudo faz uma conexão entre os dois, mas não chega à conclusões definitivas.

O estudo levou dois grupos de ratos para observar como as principais mutações celulares ligadas ao autismo reagiam à canabinoide (termo genérico usado para descrever substâncias que ativam os receptores cerebrais também chamados de canabinoides), que é a essência da maconha. Então tais respostas foram comparadas com as reações das células dos ratos normais. Eles usaram eletrodos para medir os efeitos e descobriram que a sinalização mutante havia sido interrompida pela substância canabinoide.

A revista The Scientist reportou que o impacto do estudo ainda não é claro. “Poderia um NL3 [neurologin-3, uma das células mutantes] em mau funcionamento estar interferindo com a maquinaria de secreção do dos receptores canabinoides? Poderia ele estar causando, de alguma forma, a degradação dos sinais de ligação dos receptores canabinoides?”

Bradley Alger, um neurocientista da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, EUA, que não estava envolvido no estudo, disse que “Estamos sem uma idéia sólida a respeito do que acontece com as sinapses individuais ou se (realmente) tem efeito comportamental”.

Os autores do estudo disseram à revista que ainda não está claro como os efeitos da substância canabinoide podem estar envolvidos com sintomas de autismo. Eles disseram no resumo do estudo que “as alterações nos sinais dos receptores canabinoides podem contribuir para a fisiopatologia do autismo”.

Alger afirmou que, se os receptores canabinoides estiverem relacionados ao autismo em humanos, a maconha medicinal poderia ser um possível tratamento para o autismo, colocando ênfase sobre a necessidade de futuras pesquisas.

Famílias com crianças autistas têm usado maconha medicinal para ajudar com os sintomas, de acordo com o Autism Daily Newcast. No entanto, a Academia Americana de Pediatras não concorda com o uso.

O estudo foi publicado no periódico Neuron.

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