Luta maciça na fábrica da Foxconn na China

Fotos enviadas ao website de microblogue Sina Weibo mostram o incidente maciço na fábrica da Foxconn em Taiyuan, China, em 23 e 24 de setembro. A Foxconn foi forçada a encerrar as operações da fábrica. (Weibo.com)

Uma briga maciça numa fábrica da Foxconn no Norte da China, que produz alguns dos componentes para o iPhone 5 da Apple, requereu o deslocamento de 5.000 policiais durante a noite e obrigou a empresa a suspender a produção na fábrica, relatou a mídia estatal.

Quarenta pessoas ficaram feridas no tumulto envolvendo cerca de 2 mil trabalhadores na cidade de Taiyuan, incluindo três que estão em estado grave.

Cerca de 23h de domingo, a briga começou na área do dormitório da Foxconn, que atraiu mais de 10 mil pessoas que assistiram o desenrolar dos acontecimentos antes que o caos começasse, informou a imprensa estatal. O incidente foi finalmente controlado por volta das 9h de segunda-feira.

Fotos postadas em vários websites de mídia social, incluindo o Sina e o Baidu, mostraram janelas quebradas e veículos revirados.

A Foxconn confirmou à agência de notícias Reuters que fechou sua fábrica na segunda-feira após o incidente. “Hoje, a fábrica está fechada para investigação”, disse Louis Woo, o porta-voz da Foxconn, conforme citado.

Num comunicado, a Foxconn disse que a briga foi iniciada por vários funcionários que tiveram uma disputa entre si, mas comentários postados em websites de mídia social sugerem que os seguranças podem ter instigado o ocorrido.

Um usuário do website de microblogue Sina Weibo, disse que cerca de quatro ou cinco seguranças bateram num trabalhador quase até a morte. Outro usuário citou um amigo que disse que os guardas espancaram dois trabalhadores da província de Henan depois que eles falharam em mostrar seus cartões de identificação. Em resposta, outros trabalhadores incendiaram lençóis e os jogaram de suas janelas, segundo a agência de notícias.

Um funcionário residente num dos dormitórios da Foxconn disse ao Epoch Times que o incidente começou depois que cerca de 2 mil funcionários mudavam o turno e “correram para os guardas de segurança e começaram a bater neles” em retaliação ao tratamento violento anterior que seus colegas receberam.

Outra funcionária, que se identificou como Sra. Wang, disse que muitos dos funcionários envolvidos no tumulto eram das províncias de Henan e Shandong e exigiam uma explicação dos guardas de segurança pelos espancamentos.

Uma foto enviada ao website NetEase Weibo mostra os trabalhadores lutando na fábrica da Foxconn. (NetEase Weibo)

Quando os guardas tentaram dispersar a multidão, os funcionários revidaram, atraindo mais trabalhadores para participar ou assistir a briga, acrescentou Wang.

A Foxconn, uma fabricante de componentes eletrônicos de Taiwan, tem estado sob fogo nos últimos anos sobre as pobres condições de trabalho em suas fábricas, que provocaram suicídios no passado. No início deste ano, uma briga numa instalação da Foxconn em Chengdu envolveu centenas de trabalhadores.

No início deste mês, um repórter do Shanghai Evening Post disse que se infiltrou na fábrica da Foxconn de Taiyuan, que, aparentemente, é o local de fabricação dos componentes do iPhone 5. O repórter descreveu condições relativamente duras de trabalho, incluindo supervisores que gritavam constantemente com os funcionários na linha de produção e os forçavam a trabalhar horas extras.

“O dormitório cheirava a lixo quando entrei. Ele cheirava como uma mistura de lixo não recolhido e suor e espuma sujos”, disse o repórter, segundo Micgadget, que traduziu o relato de sua história.

“Do lado de fora de todos os quartos havia pilhas de lixo. Quando abri meu guarda-roupa, várias baratas saíram rastejando. Os lençóis que são distribuídos a cada novo trabalhador são cheios de [sujeira] e cinzas.”

Um funcionário da fábrica de Taiyuan disse à Reuters que a instalação é uma das muitas que fabrica componentes para o iPhone 5.

Epoch Times publica em 35 países em 19 idiomas.

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/EpochTimesPT

Siga-nos no Twitter: @EpochTimesPT

 
Matérias Relacionadas