Líder tibetano apela por ajuda

Sangay culpa o regime chinês pelas autoimolações
Lobsang Sangay, um líder do governo tibetano no exílio, apelou ao Canadá para que se investigue a causa das autoimolações em seu país natal durante um testemunho na Colina do Parlamento em 26 de fevereiro de 2013 (Matthew Little/The Epoch Times)

O líder político tibetano no exílio Lobsang Sangay quer que o Canadá investigue os abusos e a repressão religiosa no Tibete, disse ele aos membros do Parlamento na terça-feira.

Sangay, o chefe da Administração Central Tibetana, disse aos congressistas na subcomissão de direitos humanos que o aumento dos suicídios por autoimolação no Tibete reflete a repressão do regime chinês à minoria étnica.

Ele disse aos jornalistas que o novo Departamento de Liberdade Religiosa deveria investigar o problema. O Canadá também poderia enviar uma delegação para investigar, disse ele.

Sangay observou que a resposta do regime às autoimolações tem sido punir os amigos e familiares daqueles que se sacrificam. Ele disse que alguns autoimoladores esperam morrer para evitar longas detenções e tortura nas numerosas prisões do Tibete.

“A culpa e a solução estão em Pequim”, disse ele, acrescentando que quer dialogar com o regime chinês e a autonomia para o Tibete.

A repressão no Tibete é insuportável e qualquer sugestão de que há liberdade religiosa no país é uma farsa, disse Sangay. Monges nos mosteiros são obrigados a cuspir em imagens do Dalai Lama para mostrar sua lealdade ao regime. Muitos deixam os mosteiros.

Esse êxodo está diretamente relacionado às autoimolações, disse ele. Enquanto monges saem ou são expulsos, a repressão que sofrem os deixa desamparados. Porque são budistas, eles não podem prejudicar os outros, assim, como último recurso, eles prejudicam a si mesmos.

“O ato de autoimolação é um lamento doloroso”, disse ele.

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