Líder supremo do Irã rejeita dialogar com Estados Unidos

Uma iraniana passa diante de um pôster do fundador da República Islâmica do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini, e do líder supremo atual, o aiatolá Ali Khamenei, em 31 de janeiro de 2013 em Teerã (Atta Kenare/AFP/Getty Images)

O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, rejeitou uma proposta de conversações diretas com os Estados Unidos, num movimento que provavelmente manterá o impasse entre as duas nações sobre o polêmico programa nuclear do Irã e outras questões pendentes.

“Vocês (norte-americanos) apontam a arma para o Irã e dizem ou negociamos ou puxamos o gatilho! Vocês devem saber que pressão e negociações não andam juntas e que a nação [iraniana] não será intimidada por essas coisas”, disse ele na televisão estatal.

Khamenei provavelmente respondia aos comentários feitos na semana passada pelo vice-presidente norte-americano Joe Biden durante uma reunião de segurança na Alemanha, que o ministro das Relações Exteriores do Irã participou. Os Estados Unidos e outras cinco potências mundiais estão programados para continuarem as negociações sobre o programa nuclear da República Islâmica no final deste mês, após meses de impasse, informou a Associated Press (AP).

Respondendo a comentários feitos pelo vice-presidente, Khamenei disse, “A bola está do seu lado, porque vocês devem responder à questão se falar de negociações enquanto continuam a pressionar e ameaçar faz qualquer sentido”, segundo a Press TV, uma emissora estatal iraniana de língua inglesa.

Esta semana, os Estados Unidos aumentaram as sanções sobre o Irã mesmo após sanções existentes cortarem a receita do petróleo do país em 45%, informou a AP. A economia do Irã depende fortemente de suas exportações de petróleo e novas sanções visam reduzir a receita dessas exportações ainda mais.

A retórica de Khamenei contra conversações bilaterais pode servir como um alerta para outras autoridades iranianas, incluindo o presidente Mahmoud Ahmadinejad e o chanceler Ali Akbar Salehi. Salehi disse anteriormente que haveria alguma “consideração positiva” sobre a recomendação de Biden da semana passada, segundo o Christian Science Monitor.

Khamenei, no entanto, disse que a política norte-americana no Oriente Médio tem sido um “fracasso” e, portanto, a administração Obama é forçada a usar seu “trunfo”, o que significa que a República Islâmica não deveria prestar atenção a Washington, informou a Press TV.

O discurso do líder supremo também ressaltou que todas as decisões importantes no Irã devem receber sua aprovação final.

Mas chanceler britânico William Hague disse que os países ocidentais terão uma nova oferta para o Irã no futuro próximo.

“Queremos trabalhar com o Irã, no espírito de respeito mútuo, sobre passos concretos necessários para responder às preocupações graves da comunidade internacional sobre seu programa nuclear”, disse ele, segundo o Guardian. “Abordaremos as negociações em Almaty com uma oferta atualizada e credível ao Irã. A responsabilidade recairá sobre o Irã para responder seriamente e transformar sua vontade declarada de negociar em ação concreta.”

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