Publicado em - Atualizado em 12/12/2015 às 22:39

Lavagem cerebral do regime chinês se expande para além de suas fronteiras

Militares chineses chegam ao Congresso Popular Nacional (APN), no Grande Salão do Povo (Mark Ralston / AFP / Getty Images)

Militares chineses chegam ao Congresso Popular Nacional (APN), no Grande Salão do Povo (Mark Ralston / AFP / Getty Images)

Muitas pessoas não conseguem imaginar a força e dimensão da lavagem cerebral exercida pela propaganda do Partido Comunista Chinês (PCC), que se expande para além de suas fronteiras. Abaixo são apresentados dois exemplos que nos fornecem um vislumbre da pressão que o PCC exerce nas pessoas, tanto dentro como fora da China.

Bi Fujian, famoso apresentador e jornalista da TV chinesa, fez comentários sarcásticos sobre Mao Zedong, na ocasião de uma festa particular em abril deste ano. Após o vídeo ser disponibilizado na internet, num intervalo de 48 horas todos os programas de TV em que Bi era apresentador foram suspensos. Eventualmente os programas voltaram ao ar, mas com outros apresentadores.

Embora Mao Zedong tenha morrido há mais de quatro décadas e a sua Revolução Cultural seja considerada uma catástrofe dos direitos humanos, o PCC proíbe críticas públicas contra ele.

Em outro episódio, Jack Murphy, escritor militar americano que serviu como ranger aéreo e foi sargento nas Forças Especiais, publicou um artigo em 7 de agosto de 2015 no Bussines Insider, intitulado “Como é estar lado a lado com estudantes espiões chineses?”, sobre uma aula de política que teve na Universidade de Colúmbia, em que participou de um pequeno grupo de discussão com um chinês americano e dois estudantes chineses.

Murphy perguntou por que Falun Gong era proibido na China, somente a título de curiosidade. Para a sua surpresa a pergunta foi seguida de um silêncio absoluto ao qual foi mudado para outros assuntos pelos alunos chineses.

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Quando Murphy fez uma pesquisa para descobrir por que os estudantes se recusaram a responder à sua pergunta, ele ficou surpreso com o que descobriu. “Como alguém que serviu as operações especiais americanas e que estuda estes tipos de unidades em todo o mundo, tendo a crer que sou bem informado sobre o tema. Claro, você não sabe o que você não sabe. E como foi mostrado, tem muita coisa que eu não sei, especialmente quando se trata de espionagem”.

“A China possui serviços de inteligência, como o Ministério de Segurança de Estado (MSE), mas que não são iguais aos serviços equivalentes no ocidente”, afirmou Murphy no artigo. “A China é muito boa em levantar suas forças contra nós, ou seja, utilizando e mobilizando uma nação de 1 bilhão de pessoas. Os chineses são mestres em coleta de inteligência de código aberto. Eles sugam estas informações, e quando não conseguem, eles as roubam – classificando os dados em uma forma única de armazenamento que canaliza as informações para serem utilizadas por funcionários específicos do governo que possam fazer algum uso desta”.

De fato, os estudantes chineses no ocidente são monitorados de perto pelo regime chinês. “Os dois estudantes chineses sabiam que qualquer coisa que dissessem naquela sala seria eventualmente reportado à República Popular da China. Nenhum deles tinha ideia do que o outro poderia ou não dizer para o MSE ou outro serviço de segurança, quando voltassem à China. Eu, é claro, não tinha a menor consciência disto”.

Chen Yonglin, ex-diplomata chinês que desertou em junho de 2006, disse que havia cerca de mil espiões chineses na Austrália.

O PCC tem controlado a mente do povo chinês desde que assumiu o poder, há mais de 60 anos e, enquanto existir, seguirá controlando. Mais de 212 milhões de chineses renunciaram ao PCC, mas em um país com mais de 1 bilhão de pessoas, mais renúncias são necessárias para que sejam removidas as “algemas” das suas mentes.

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