Lava Jato investiga Sabesp, Metrô e trensalão tucano

Em janeiro deste ano, o Ministério Público de São Paulo incluiu nas investigações da Lava Jato duas estatais do governo paulista geridas pelo PSDB: a empresa de saneamento e abastecimento Sabesp, e o Metrô. Existe a suspeita de pagamento de propinas pelo doleiro Alberto Youssef a empresas paulistas, conforme consta em planilha do doleiro apreendida em sua casa. A informação foi revelada em reportagem da revista Carta Capital em sua edição 828.

Sabesp e Metrô constam de uma listagem com 747 obras empreendidas por órgãos públicos entre 2008 e 2012 que, segundo a Polícia Federal, foram mediadas pelo doleiro, alvo principal da Operação Lava Jato. O Metrô já sofre uma série de processos e inquérito para averiguar a operação de um monopólio de empresas em suas licitações.

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Três obras da Sabesp foram mencionadas na planilha: a tubulação da Sabesp em Franca, a adutora Guaraú-Jaguará na Grande São Paulo e a estação de tratamento de água Jurubatuba, no Guarujá. Os promotores encontraram no documento o valor de R$ 28,8 milhões, provável propina paga para a empresa controlada pelo governo do estado de São Paulo, atualmente sob a gestão de Geraldo Alckmin.

As investigações relacionadas ao Metrô, cujo valor de R$ 7,9 milhões também é suspeito de tratar-se de propina, têm como objetivo averiguar possíveis “irregularidades consistentes em supostos desvios na licitação do trecho do Monotrilho entre as estações Oratório e Vila Prudente, integrante da Linha 15-Prata do Metrô e descumprimento do prazo de entrega do referido trecho pelos representados”, segundo o promotor Augusto Eduardo de Souza Rossini, subscritor do processo.

O PSDB já vem sendo investigado quanto ao pagamento de propinas no transporte público, com o envolvimento de três nomes importantes: Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. A empresa francesa Alstom e a alemã Siemens teriam o monopólio da construção das linhas do metrô.

Segundo informações divulgadas pelo site Diário do Centro do Mundo, um ex-executivo da Siemens teria tido uma conversa com um repórter americano de nome Bryan Gibel, da Universidade de Berkely. Junto com o jornalista brasileiro Gilberto Nascimento, Gibel fez uma reportagem em 2009, o que trouxe o assunto a público pela primeira vez.

 
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