Lava Jato falhou ao não chegar ao Judiciário, diz Marcelo Bretas

Juiz ficou conhecido por embate travado com o ministro Gilmar Mendes

Por Michael Caceres, Gospel Prime

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e responsável pelos julgamentos da Lava Jato no estado, afirmou que existe uma falha relacionada à ausência de denúncias sobre juízes, promotores e procuradores.

“A operação [Lava Jato] deixou a desejar em relação ao Judiciário e ao MP . Há a sensação também de que não existe Lava Jato com a mesma intensidade em outros estados”, disse Bretas, em entrevista à Época.

Marcelo da Costa Bretas (Fernando Frazão/Agênci Brasil)
Marcelo da Costa Bretas (Fernando Frazão/Agênci Brasil)

Em relação às críticas de que as investigações foram parciais, o magistrado aponta que foram punidos os partidos ligados ao Poder Executivo, mas que no Rio de Janeiro o MDB foi o mais atingido, porque era quem governava o estado.

“Os partidos mais envolvidos foram os ligados ao Poder Executivo, simples assim. E aqui no Rio, no caso, o MDB foi mais atingido que o PT porque era quem governava”, afirmou.

Bretas ganhou destaque por travar um embate jurídico com o ministro Gilmar Mendes, do STF. Na ocasião, o juiz de primeira instancia recebeu uma indireta do ministro após mandar prender um réu, mas rebateu à altura.

O juiz afirma que a Lava Jato continuará avançando.

“Não para de chegar material, só não andamos mais rápido na operação por falta de pessoal. A verdade é que a Lava Jato não terá fim, ela é o novo normal”.

 
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