ARTIGO - Publicado em - Atualizado em 14/02/2017 às 2:05

Karl Marx, o racista

O arquiteto do comunismo expressou claramente ideologias racistas e anti-semita, ofendendo aqueles da raça preta e caluniando a fé judaica e cristã

Imagem de Karl Marx, o pai do comunismo / socialismo (Reprodução)

Karl Marx, o pai do comunismo / socialismo (Reprodução)

Faz quase 100 anos que as ideias de Karl Marx desencadearam a primeira revolução comunista do mundo, em 8 de março de 1917, na Rússia.

Mesmo com incontáveis lições da história narradas pelas vítimas do comunismo, existe um namoro cego entre o Ocidente e as ideias marxistas. Em um exemplo recente, após a vitória de Donald Trump nas eleições presidências dos Estado Unidos em 2016, podia-se ver manifestantes exibindo bandeiras comunistas nas marchas de oposição ao novo presidente norte-americano.

Entretanto, aqueles que leram ‘O Manifesto Comunista’ sabem que muitos pontos de vista de Marx não são progressistas e divergem dos valores modernos da ‘tolerância socialista’ ou do ‘politicamente correto’. Em alguns de seus escritos, o arquiteto do comunismo expressou claramente ideologias racistas e anti-semita, ofendendo aqueles da raça preta e caluniando a fé judaica e cristã.

Sim, você leu corretamente: o fundador do comunismo, cuja ideologia se espalhou pelo mundo décadas após sua morte, possuía ideais que muitos pensadores de esquerda chamariam de inaceitáveis hoje em dia.

Com relação ao racismo contra os pretos, em uma carta a Friedrich Engels (co-autor do infame ‘O Manifesto Comunista’) em 1862, referindo-se a Ferdinand Lassalle (um rival socialista), Marx escreveu “…é agora completamente evidente para mim que, como provam a formação de seu crânio e seus cabelos, ele descende dos negros do Egito, presumindo que sua mãe ou avó não tinha cruzado com um preto. Ora, essa união de judaísmo e germanismo com uma substância negra básica deve produzir um produto peculiar. A impertinência do camarada é também característica dos pretos”, de acordo com o livro ‘Raça e Racismo na Filosofia Moderna’.

Engels também tinha muitas das convicções filosóficas raciais de Marx. Em 1887, Paul Lafargue, que era o genro de Marx, havia se candidatado a uma vaga num distrito de Paris que continha um zoológico. Engels afirmou que Paul tinha “um oitavo ou um décimo de sangue de preto”. Numa carta de abril de 1887 para a esposa de Paul, Engels escreveu: “Estando em sua qualidade como preto, um grau mais próximo do resto do reino animal do que o resto de nós, ele é sem dúvida alguma o representante mais adequado desse distrito”, relata o Dr. Walter E. Williams, professor de economia da Universidade George Mason em Fairfax, EUA.

Com relação à anexação da Califórnia depois da guerra entre o México e os Estados Unidos, Marx escreveu: “Sem violência, nada é feito na história”. E ele levanta uma questão: “É uma desgraça que a magnífica Califórnia tenha sido tomada dos preguiçosos mexicanos que não sabem o que fazer com ela?”.

Engels, sobre a guerra mexicano-americana também escreveu: “Nos Estados Unidos, testemunhamos a conquista do México e nos alegramos com isso. É para o interesse de seu próprio desenvolvimento que o México seja colocado sob a tutela dos Estados Unidos”. Pode-se achar muitas das idéias de Marx num livro escrito pelo ex-comunista Nathaniel Weyl, intitulado ‘Karl Marx, Racist’ (1979).

Mesmo tendo avós judeus e pais cristãos, Marx não aceitava essas religiões ancestrais. Em um ensaio intitulado ‘sobre a questão judaica’, ele escreveu: “Qual é a religião mundana do judeu? Huckstering. Qual é o seu Deus mundano? Dinheiro. […] O dinheiro é o deus ciumento de Israel, diante do qual nenhum outro deus pode existir”. Críticos descrevem esse documento como anti-semita.

Cavando mais fundo, usando um tom no estilo ‘supremacia branca’ ou ‘o holocausto não existiu’, Marx continua: “O dinheiro degrada todos os deuses do homem – e os transforma em mercadoria. […] A cédula de dinheiro é o verdadeiro deus dos judeus. Seu deus é apenas uma moeda ilusória. […] A nacionalidade quimérica do judeu é a de um comerciante, um homem do dinheiro no geral”.

Marx acrescenta: “Em última análise, a emancipação dos judeus é a libertação da humanidade do judaísmo”. Segundo críticos, essa colocação sugere que o homem só pode ser livre quando os judeus “não existirem mais”, de acordo com a Revista dos Filósofos.

Em 1856, Marx foi mais adiante quando escreveu o artigo “O empréstimo russo” para o New York Daily Tribune.

Marx opinou: “Assim encontramos todo tirano apoiado por um judeu, como é todo papa por um jesuíta. Na verdade, os anseios dos opressores seriam desesperados e a praticidade da guerra fora de questão, se não houvesse um exército de jesuítas para sufocar o pensamento e um punhado de judeus para saquear bolsos”.

Muitos podem argumentar que era o século XIX e a eugenia estava com tudo, ou as opiniões de Marx estão desatualizadas para o século XXI. Porém, a verdade é que Marx e Engels acreditavam que algumas pessoas são dotadas com inteligência e sabedoria superior, e assim foram nomeadas para impor à força essa sabedoria entre as massas.

Fica claro que desde a perspectiva de Marx e Engels, a liderança do partido comunista é o ser superior que dita o que é a verdade, ou seja, como as pessoas devem viver, agir e pensar. Assim, não são os valores morais e tradicionais herdados durante milênios que ditam mais a conduta humana, mas sim que estiver no topo da pirâmide do ‘big brother’ comunista.

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