Justin Trudeau: Trump abordou caso de canadenses detidos com China

Huawei tem uma longa história de fornecimento de equipamentos e serviços para grupos extremistas em todo o mundo

Por Reuters

MONTREAL, Canadá – O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse em 4 de julho, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou o caso de dois canadenses detidos com a China e insistiu que os esforços de Ottawa para pressionar o regime chinês estavam funcionando.

A China deteve Michael Kovrig e Michael Spavor depois que as autoridades canadenses prenderam a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, em dezembro passado, diante de um mandado dos Esttados Unidos. Meng foi presa no Aeroporto Internacional de Vancouver, em 1 de dezembro, a pedido do governo dos Estados Unidos, que alega que a Huawei, uma das principais companhias de telecomunicações da China, violou as sanções que restringem a venda da maioria das mercadorias para o Irã.

Trump Trudeau
O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, é recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao chegar à Casa Branca, em Washington, em 20 de junho de 2019 (The Canadian Press / Sean Kilpatrick)

Trump se reuniu com o líder chinês, Xi Jinping, na cúpula do G20 em 29 de junho, mas disse que não discutiu o caso de Meng.

“Posso confirmar que Donald Trump falou com seu colega chinês sobre a questão dos canadenses que foram detidos na China”, disse Trudeau a repórteres em Montreal.

Uma fonte do governo canadense, que pediu anonimato devido à sensibilidade do caso, disse que as informações vieram de autoridades dos Estados Unidos.

O Canadá vem pedindo aos aliados para levantar a questão dos dois homens em suas interações com a China.

“Nossa abordagem – destacando as preocupações que as pessoas têm ao redor do mundo com a detenção arbitrária de dois canadenses pela China – está funcionando… os países estão preocupados não apenas com (os) canadenses, mas com os desafios que isso representa para o Estado de direito e para a ordem baseada em regras internacionais”, disse Trudeau.

A diretora executiva da Huawei, Meng Wanzhou, participa de um evento em Moscou em 2 de outubro de 2014 (Alexander Bibik / Reuters)

Meng disse aos bancos nos Estados Unidos que a Huawei e a Skycom, empresa de Hong Kong que teria negócios com o Irã, não tinham conexões. No entanto, o tribunal ouviu de advogados que representam o governo canadense que a Huawei controlava efetivamente a Skycom.

A Huawei tem uma longa história de fornecimento de equipamentos e serviços para grupos extremistas em todo o mundo.

Em 2001, a agência de inteligência indiana informou que a Huawei Índia teria ajudado a fornecer equipamentos de telecomunicações para as forças do Talibã, no Afeganistão, e também vendeu equipamentos de telecomunicações para o Paquistão, principal rival estratégico da Índia.

Dado que a Huawei foi acusada de vender sistemas de telecomunicações para o Talibã e outros grupos, é provável que Meng tenha conhecimento não somente das transações da Huawei com o Irã, mas também de outras relações comerciais ilícitas da empresa.

De Allison Lampert e David Ljunggren. O Epoch Times contribuiu para esta reportagem.

 
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