Juiz estabelece fiança de US$ 5 milhões para Bannon, que se declara inocente

Por EFE

Nova Iorque, 20 ago – Um juiz de Nova Iorque estabeleceu, nesta quinta-feira, uma fiança de US$ 5 milhões a Steve Bannon, ex-estrategista-chefe de Donald Trump, que foi preso por supostamente fraudar centenas de milhares de dólares de pessoas que doaram dinheiro para a construção do muro na fronteira com o México, acusação da qual se considera inocente.

Além do alto valor da fiança, o juiz Stewart Aaron também impôs restrições de viagem a Bannon, que não poderá sair dos Estados Unidos nem utilizar aviões privados ou barcos sem a permissão de um juiz, de acordo com a imprensa local.

Bannon, que deverá comparecer ao tribunal no dia 31 de agosto, precisará suspender a arrecadação de recursos que havia iniciado com três outras pessoas que também foram acusadas de fraude e lavagem de dinheiro.

A fiança precisará ser assegurada com o pagamento de US$ 1,7 milhão em espécie ou em propriedades de Bannon e dos demais acusados.

O portal “Law and Crime” indica que Bannon só poderá se deslocar a Manhattan e Brooklyn em Nova Iorque (onde ficam os distritos judiciais do sul e do leste da cidade), além da capital, Washington, Maryland, Virgínia e certas partes de Connecticut por motivos de trabalho.

Segundo os promotores, Bannon e os outros acusados orquestraram um esquema para desviar o dinheiro arrecadado com a campanha “We Build the Wall” (“Nós construímos o muro”, em tradução livre), que angariou mais de US$ 25 milhões.

A iniciativa prometeu que todos esses recursos seriam destinados ao financiamento da principal promessa eleitoral de Trump, a construção de um muro na fronteira com o México, mas essa premissa era “falsa”, de acordo com um documento da acusação apresentado a um tribunal federal de Nova York.

“Na realidade, os acusados receberam coletivamente centenas de milhares de dólares que usaram de forma inconsistente com as manifestações públicas da organização”, informa o documento.

Os promotores alegam que Bannon chegou a utilizar mais de US$ 1 milhão em gastos pessoais e que os sócios criaram um esquema para encobrir o uso fraudulento dos recursos arrecadados com contas e notas fiscais falsas.

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