Jovens uruguaios picham mural sobre Karl Marx para denunciar 100 milhões de mortes causadas pelo comunismo

Mural provocou mal estar e inconformismo entre os uruguaios

Por Epoch Times

Controvertido mural criado em Montevidéu para homenagear Karl Marx, o ideólogo do comunismo, foi pichado por jovens uruguaios que colaram cartazes sobre ele para denunciar os mais de 100 milhões de mortos causados diretamente pelos regimes comunistas no mundo.

A intervenção foi organizada pelo movimento “Uruguai Primeiro”, e foi transmitida ao vivo em sua página no Facebook com mais de 32 mil seguidores, denunciando também que os sistemas de campos de concentração (gulags), ou “re-educação” e trabalhos forçados ainda existem nos dias de hoje em regimes comunistas como o chinês ou o norte-coreano.

De acordo com Nicolás Quintana, membro do movimento, logo após a transmissão ao vivo, o vídeo da intervenção desapareceu do Facebook.

O mural foi feito pelo Conselho Municipal de Montevidéu, e de acordo com Quintana, foi feito com “nosso dinheiro”, o que significa abuso de poder, enfatizou.

“Uruguai Primeiro” é um grupo de jovens dedicados a realizar este tipo de atividades e intervenções “contra a hegemonia cultural marxista”. O grupo será lançado oficialmente em 15 de outubro.

Posted by Nicolás Quintana on Thursday, September 27, 2018

O mural provocou mal estar e inconformismo entre os uruguaios.

Em princípio, eles criaram uma petição online na plataforma Change.org, pedindo “para remover o mural de Karl Marx”.

“Para eliminar imediatamente o mural de Karl Marx, pai teórico do comunismo, cuja ideologia foi pilar para o extermínio e tortura de mais de 100 milhões de seres humanos e que até hoje continua a promover o inferno na Venezuela, Cuba e outros povos”, diz a petição.

As redes sociais também comentaram sobre o controvertido mural. O jornalista uruguaio Graziano Pascale publicou uma mensagem no Twitter para expressar sua posição:

“O mural de Marx colocado na entrada de um túnel é uma alegoria perfeita, embora involuntária, do mal estar que assola as sociedades que decidem entrar pelo túnel escuro do comunismo.”

O legado sangrento do comunismo

Já se passou um século inteiro desde que o Partido Comunista tomou o poder pela primeira vez na União Soviética.

De acordo com registros compilados pelo Congresso dos Estados Unidos, os regimes comunistas são responsáveis pela morte de pelo menos 100 milhões de pessoas.

A introdução do “Livro Negro do Comunismo” fornece uma estimativa aproximada do número de vítimas dos regimes comunistas em todo o mundo. Verificou-se uma cifra de 94 milhões, que contém o seguinte:

20 milhões na União Soviética
65 milhões na China
1 milhão no Vietnã
2 milhões na Coreia do Norte
2 milhões no Camboja
1 milhão na Europa Oriental
150 mil na América Latina (principalmente Cuba)
1,7 milhão na Etiópia
1,5 milhão no Afeganistão
10 mil devido ao “movimento comunista internacional e a partidos comunistas que não estavam no poder”.

Além da Rússia e da China, regimes comunistas menores mostraram-se não menos dispostos a engajar-se na maldade absoluta. O genocídio cambojano foi o assassinato em massa mais extremo realizado por um governo comunista. Segundo várias estimativas, o número de cambojanos mortos pelo Khmer Vermelho de Pol Pot varia entre 1,4 e 2,2 milhões, quase um terço da população cambojana da época.

O Epoch Times está publicando o livro “Como o espectro do comunismo governa nosso mundo“, que explica em detalhes a brutalidade absoluta do Partido Comunista, e que ele deve ser encarado como um demônio — um espectro perverso forjado pelo ódio, degeneração e outras forças elementares do universo.

Em 2013, um site da imprensa estatal russa informou que mais de 15 milhões de pessoas haviam sido condenadas e presas nos campos de trabalho dos gulag soviéticos, e que mais de 1,5 milhão morreram.

O terror da fome soviética causou na região ucraniana um genocídio massivo por inanição que deixou entre 2,5 e 4,8 milhões de mortos.

No caso da China, as estratégias selvagens do Partido Comunista fizeram com que, entre 1959 e 1962, a China passasse pelo período de fome mais mortal da história.

Em apenas três anos, a Grande Fome Chinesa exterminou dezenas de milhares de pessoas. Logo em seguida, em 1966, o PCC iniciou a sua Revolução Cultural.

“Dois anos e sete meses de exaustiva investigação realizada pelo Comitê Central descobriram que 20 milhões de pessoas morreram durante a Revolução Cultural e que mais de 100 milhões sofreram perseguição política”, disse Ye Jianying, o então vice-presidente do Comitê Central do PCC, durante a cerimônia de encerramento da Conferência Central do Trabalho, em 13 de dezembro de 1978.

 
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