Jordânia critica Austrália por reconhecer Jerusalém como capital de Israel

EUA romperam o consenso internacional ao reconhecer em dezembro de 2017 Jerusalém como capital israelense, para onde em maio transferiram a embaixada norte-americana desde Tel Aviv

Por Agência EFE

A Jordânia criticou neste sábado (15) a decisão da Austrália de reconhecer Jerusalém Ocidental como capital de Israel, ao considerar que esta decisão constitui uma “violação” das leis internacionais.

O Ministério das Relações Exteriores jordaniano afirmou em comunicado que a decisão representa “um claro viés a favor de Israel, cujas políticas perpetuam a ocupação, alimentam a tensão e impedem uma paz ampla que assegure a criação de um Estado Palestino independente”.

“Jerusalém é um dos assuntos de status final que devem ser decididos através de uma negociação direta, de acordo com as resoluções de legitimidade internacional”, acrescentou a nota.

Além da Jordânia, a Liga Árabe também condenou em termos similares a decisão do Governo da Austrália, anunciada hoje pelo primeiro-ministro, Scott Morrison.

Morrison anunciou o reconhecimento de Jerusalém Ocidental como a capital de Israel, embora por enquanto manterá sua embaixada em Tel Aviv.

Além disso, Morrison insistiu que a decisão respeita o compromisso australiano com a solução de dois Estados, assim como as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rompeu o consenso internacional ao reconhecer em dezembro de 2017 Jerusalém como capital israelense, para onde em maio transferiu a embaixada americana desde Tel Aviv.

Esta decisão foi seguida por Guatemala e Paraguai, embora este último país tenha devolvido posteriormente sua representação diplomática a Tel Aviv.

 
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