Israel e Hamas trancandos em um mortal fogo cruzado

Foguete é lançado da Faixa de Gaza desde Sderot, Israel, em 15 de novembro de 2012 (Uriel Sinai / Getty Images)

JERUSALÉM – Piora a situação na Faixa de Gaza entre o Hamas e Israel que a mais de duas semanas se bombardeiam, devido a morte de pelo menos 14 pessoas na Faixa de Gaza e 3 pessoas no sul de Israel desde a última quarta-feira. 3 soldados israelenses também ficaram feridos.

Somente no dia anterior (14), a Força de Defesa de Israel (IDF), disse que mais de 300 mísseis foram disparados desde Gaza contra Israel. A IDF implantou o “Iron Dome”, um sistema de defesa anti-míssil, que segundo eles interceptou 105 foguetes disparados de Gaza, porém outros 274 atingiram Israel.

Em Gaza, a Força Aérea de Israel (IAF) completou pelo menos 100 das 250 metas planejadas. Enquanto a maioria das informações sobre vítimas em Gaza está vindo dos meios de comunicação israelenses e árabes, a morte de uma menina de 7 anos de idade, tem sido amplamente divulgada entre a população.

Uma situação atípica foi o bombardeio de dois locais no centro de Israel pelo fogo cruzado. Em Tel Aviv, uma sirene avisou a chegada de um míssil, mas o ponto de impacto não pôde ser determinado, levando à especulação de que caiu no Mediterrâneo. A última vez que a sirene anti-aérea foi acionada em Tel Aviv foi durante a Guerra do Golfo. Na cidade de Rishon LeZiyyon, um foguete atingiu o solo, mas não houve feridos. O sistema de alarme anti-aéreo de Israel é ativado cerca de 90 segundos antes do impacto.

A crescente escalada da violenta entre ambos os lados veio, quase que imediatamente, após a IDF explodir o carro do chefe militar do Hamas, Ahmed Jabari, com um míssil teleguiado na quarta-feira (14).

Na quinta-feira à noite, Yoav (Poly) Mordechai, porta-voz da IDF disse em uma declaração à imprensa que “não será uma noite tranquila” na Faixa de Gaza. A IDF foi autorizada a convocar 30.000 reservistas e está considerando movimento por terra em Gaza.

A IDF chamou sua investida de Pilar de Defesa, alegando que a ação visa proteger os cidadãos israelenses e “debilitar a infra-estrutura terrorista em Gaza”.

O Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conversou com o presidente Obama por telefone na noite de quinta-feira. No começo do dia, falou com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden e com a Representante da União Europeia para Assuntos Estrangeiros e Política de Segurança, Catherine Ashton. Ele também deve comunicar-se com outros líderes mundiais.

“O Hamas, a Jihad Islâmica e outros estão deliberadamente prejudicando os nossos cidadãos, enquanto intencionalmente se escondem atrás dos seus cidadãos”, disse Netanyahu em um comunicado.

A morte de três israelenses por foguete no sul da cidade de Kiryat Malachi, em Israel, complicou seriamente o conflito. Yedidah Halevy, comandante e voluntário da Organização de Resposta de Emergência (ZAKA), foi um dos que prestaram socorro no fatal ataque de mísseis em Kiryat Malachi.

“Eu moro na rua ao lado do prédio, que recebeu um golpe direto”, afirmou Halevy através de e-mail coletivo enviado aos meios de comunicação pela Assessoria de Imprensa do Governo de Israel. “Eu ouvi a explosão e sai correndo na direção da fumaça. Para minha tristeza, dois homens e uma mulher estavam mortos no último andar do edifício. O apartamento sofreu um golpe direto, com estilhaços em todos os cômodos.”

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