‘Isolado e temeroso’, Assad teme sair e ser assassinado

Cidadão sírio segura a bandeira nacional com a imagem do presidente Bashar al-Assad num jogo de futebol contra o Iraque pelo 7º campeonato da Federação de Futebol da Ásia Ocidental, na cidade do Kuwait, em 13 de dezembro de 2012 (Marwan Naamani/AFP/Getty Images)

Enquanto a guerra civil na Síria prossegue, o presidente Bashar al-Assad teme ser assassinado e praticamente desapareceu da vista pública, segundo reportagem publicada recentemente.

De acordo com o artigo do Washington Post, Assad não sai durante o dia temendo ser baleado por um atirador, tem medo de ser envenenado por meio de seu alimento e dorme em quartos diferentes a cada noite.

No entanto, Assad, que tem dito repetidamente que irá “viver e morrer” na Síria, continua determinado a não descer do poder.

Segundo o Washington Post, que se baseia na informação de funcionários estadunidenses e do Oriente Médio, Assad está focado principalmente em manter a si mesmo e sua família seguros, em vez de direcionar os militares sírios para lutarem contra a maré crescente de combatentes rebeldes.

Assad, que o jornal descreve como “isolado e temeroso”, cortou contato com todos, exceto “um pequeno círculo de familiares e assessores de confiança”. Ele não fez qualquer discurso público ou aparição em semanas.

“Seus movimentos sugerem um estado de medo constante”, disse um oficial do Oriente Médio ao jornal.

Recentemente, mais e mais funcionários do regime sírio desertaram, incluindo o general que comandava da divisão da polícia militar do exército. Isto, somado aos avanços rebeldes em Damasco e outras cidades, está tendo um impacto psicológico sobre Assad. Suas forças nos últimos meses também foram repelidas pelas forças rebeldes e parecem ser incapazes de montar uma ofensiva eficaz e sustentável.

Este verão, um ataque à bomba realizado por rebeldes matou três de seus principais assessores, incluindo seu cunhado.

No nível internacional, as autoridades russas recentemente fizeram declarações que sugerem que Moscou planeja retirar seu apoio ao regime. O presidente Vladimir Putin disse na semana passada que a Rússia “não está preocupada com o destino do regime de Assad”.

“Com os russos recuando, cresce a sensação de que o navio está afundando”, disse um oficial da inteligência do Oriente Médio ao Washington Post.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, que se reuniu com Assad recentemente, disse no domingo que o líder de 47 anos não tem intenção de deixar o cargo.

Lavrov disse à Associated Press que Assad “tem dito repetidamente em público e privadamente, incluindo em seu encontro com Lakhdar Brahimi [o enviado da Liga Árabe e das Nações Unidas] em Damasco não há muito tempo, que não tem a intenção de ir para qualquer lugar, que ficará até o fim em sua posição, que defenderá, conforme se expressou, o povo sírio, a soberania síria e assim por diante”.

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