Inspirados por ideias conservadoras, adolescentes se unem para lutar pela liberdade nos EUA

"A perda da liberdade está sempre a apenas uma geração de distância"

Por Charlotte Cuthbertson, Epoch Times

Estudantes do ensino médio estão se unindo para apoiar princípios conservadores nos Estados Unidos, como um governo pequeno, liberdade individual e capitalismo de livre mercado.

“Eu amo a maneira como nós lutamos pela liberdade”, disse Heather Condie, uma jovem de 18 anos de idade que assistiu ao Encontro de Lideranças do Ensino Médio promovido em Washington de 23 a 26 de julho pela organização sem fins lucrativos Turning Point USA (TPUSA).

“Esse movimento tem grande aceitação, porque ele luta pela liberdade de cada indivíduo, e eu acho que isso é uma coisa muito importante”, disse ela.

Para ela, o tema geral reside em ser grato por viver nos Estados Unidos, “porque aqui é um lugar tão livre e isso é algo de que nunca devemos descuidar”.

Ela contou que os oradores a inspiraram a ser mais ativa na comunidade política enquanto espera para entrar na faculdade no outono.

“Ter vindo aqui fortaleceu a minha determinação de ser mais consistente sobre aquilo em que eu acredito”, disse ela: “meu objetivo agora é ser mais protagonista do que espectadora”.

Dentre os oradores do evento de quatro dias de duração estavam a embaixadora dos Estados Unidos para a ONU Nikki Haley, os empresários Mark Cuban e Peter Thiel, o ex-assessor de imprensa da Casa Branca Sean Spicer, e Tom Fitton, do canal Judicial Watch.

Charlie Kirk, fundador e CEO da Turning Point USA, fala com estudantes do ensino médio em Washington em 26 de julho de 2018 (Samira Bouaou/Epoch Times)
Charlie Kirk, fundador e CEO da Turning Point USA, fala com estudantes do ensino médio em Washington em 26 de julho de 2018 (Samira Bouaou/Epoch Times)

Charlie Kirk fundou a TPUSA ao terminar o segundo grau com 18 anos. Seis anos depois, sua organização está dando aos jovens conservadores a educação e a confiança necessárias para apoiar os princípios conservadores.

“No segundo grau, eu era o cara solitário sentado em uma das mesas do refeitório debatendo com todos os marxistas, debatendo com todos os ateus, debatendo com todos os socialistas, fazendo perguntas uma após a outra”, disse Kirk.

Uma garota perguntou a Kirk o que fazer com uma amiga dela que lhe disse que se ela voltasse para o Arizona com seu chapéu Maga (Make America Great Again, lema de Donald Trump durante as eleições), ela iria se certificar de que fosse linchada, “assim como foram os escravos”. A jovem disse que ela é metade negra e metade mexicana, enquanto sua amiga é negra.

“Não responda à intolerância com mais intolerância”, disse Kirk. “Se você estiver em perigo, saia dessa situação e envolva outras pessoas. Mas se as pessoas estão insultando você e lançando ódio contra você, é preciso muito mais força para não fazer nada do que fazer alguma coisa”.

Ele aconselhou os adolescentes a se conterem, mas ao mesmo tempo se manterem firmes em suas crenças “e não vacilar nem por um instante”.

“Responder educadamente, ser uma pessoa mais responsável e ter um argumento melhor”, disse ele.

Kirk pretende continuar a crescer na TPUSA nos próximos 18 meses, enquanto apoia pessoalmente a reeleição de Trump.

“E (além disso) quero me tornar um crítico cada vez mais vigoroso e enérgico de duas ideias horríveis: o ateísmo e o marxismo”, disse ele.

Eric Fisher (esq.) e Stephen Cahalan, ambos de 16 anos, participam do Encontro de Lideranças do Ensino Médio, evento realizado pela organização sem fins lucrativos Turning Point USA na Universidade George Washington, em Washington, em 26 de julho de 2018 (Charlotte Cuthbertson/Epoch Times)
Eric Fisher (esq.) e Stephen Cahalan, ambos de 16 anos, participam do Encontro de Lideranças do Ensino Médio, evento realizado pela organização sem fins lucrativos Turning Point USA na Universidade George Washington, em Washington, em 26 de julho de 2018 (Charlotte Cuthbertson/Epoch Times)

Um movimento global

Stephen Cahalan, de 16 anos de idade, disse que agora se sente inspirado para fundar um clube conservador em sua escola, a Dowling Catholic High School em West Des Moines, no Iowa.

“Se olharmos atentamente a situação, nós somos o partido mais tolerante”, disse ele. “Tivemos a chance de vaiar Mark Cuban por causa de sua falta de apoio a Donald Trump. Mas nós lhe demos boas vindas e tivemos um debate aberto, e francamente para mim, eu descobri que a sua política de cuidados de saúde que ele quer introduzir realmente funciona. E é importante para mim porque meu pai é médico e ele tem reclamado do Obamacare e do que ele fez durante anos”.

Cahalan disse que ficou chocado com o discurso de Jaco Booyens sobre a indústria do tráfico sexual infantil.

“Essas redes do tráfico sexual… capturam meninas e as transformam em escravas sexuais, e isso está acontecendo em Hollywood e está sendo descoberto mais e mais a cada dia. Esperamos que esta administração possa encontrar uma solução para este problema”, disse ele.

“O Partido Republicano é o que mais combate o tráfico sexual de crianças, porque não apenas somos um grupo próvida, mas também somos a favor de que “todos tenham a oportunidade de ser a melhor pessoa que podem ser”.

O amigo de Cahalan, Eric Fisher, também com 16 anos, disse que o movimento conservador está se espalhando por todo o mundo, especialmente na França e na Itália. Ele disse que isso marca o começo de uma nova era de “valores conservadores de Ronald Reagan que farão avançar todos os países e seus respectivos direitos”.

Fisher, que estuda no colégio Regis Catholic High Scholl de Eau Claire, no Wisconsin, disse que planeja seguir carreira no setor de negócios e, possivelmente, com um complemento em jornalismo, uma vez chegando à faculdade.

Candace Owens, comentarista e ativista conservadora, é cercada por adolescentes entusiasmados depois de discursar no Encontro de Lideranças da Turning Point USA, realizado na Universidade George Washington em Washington, em 26 de julho de 2018 (Samira Bouaou/Epoch Times)
Candace Owens, comentarista e ativista conservadora, é cercada por adolescentes entusiasmados depois de discursar no Encontro de Lideranças da Turning Point USA, realizado na Universidade George Washington em Washington, em 26 de julho de 2018 (Samira Bouaou/Epoch Times)

Superando a maneira como nos tratam

Quase todas as mãos se levantaram quando Candace Owens perguntou aos adolescentes se algum deles já havia sido chamado de nazista. As mãos levantaram-se outra vez quando ela perguntou: “Quantos de vocês foram chamados de racistas?” e “Quantos foram chamados de machistas?”

Owens, uma estrela em ascensão dentro do movimento conservador, compartilhou alguns dos nomes pelos quais já foi chamada desde que expressou seu apoio ao presidente Donald Trump. Não vamos repeti-los aqui.

“Deixe-me lhes dizer algo sobre (o fato) de ser insultado: isso realmente não importa”, disse ela. “Esse é o jogo que você tem que jogar para ser você mesmo, para dizer o que você realmente pensa. Especialmente quando você está em um ambiente onde todos querem lhe dizer o que pensar”.

Owens disse que antes ela se considerava liberal porque era assim que ela estava condicionada a pensar.

“Eu acho que esse é realmente um grande problema na comunidade negra em geral, o fato de que estamos tão oprimidos pela pobreza, tão oprimidos pela dor, que às vezes não temos tempo suficiente para respirar e considerar os problemas que enfrentamos no espectro político”, disse ela.

Mas uma vez que Trump entrou no ringue da disputa pela presidência, disse Owens, ela passou a raciocinar criticamente e rejeitar a narrativa da mídia.

“Estão usando o medo para nos aprisionar a essa existência”, disse ela. “Experimentamos um despertar em que começamos a entender que o que vemos na TV não é a vida real”.

Candace Owens, comentarista e ativista conservadora, fala durante o Encontro de Lideranças do Ensino Médio, evento organizado pela Turning Point USA na Universidade George Washington em Washington, em 26 de julho de 2018 (Samira Bouaou/Epoch Times)
Candace Owens, comentarista e ativista conservadora, fala durante o Encontro de Lideranças do Ensino Médio, evento organizado pela Turning Point USA na Universidade George Washington em Washington, em 26 de julho de 2018 (Samira Bouaou/Epoch Times)

Owens usou exemplos da cultura pop para animar os adolescentes inseridos em um mundo que diz o tempo todo “não”.

Ela disse que espera que todos os estudantes do ensino médio saiam do encontro com “a confiança para ser você mesmo, e, claro, vocês se amam como Kanye ama Kanye” (referindo-se a Kanye West).

Suas palavras ecoaram para Lexi Hamel, uma jovem de 18 anos de idade que no outono irá para a a Universidade do Sul de Utah com uma bolsa de estudos.

“Ela só tem uma única mensagem geral, que é muito boa, que diz: ‘Acredite em si mesmo, ame a si mesmo e você poderá aspirar a ser o que quiser ser'”, disse Hamel.

“Eu levei isso muito a sério porque eu adoraria, nos próximos dois anos, estar onde essas pessoas estão”.

Hamel vai praticar malabarismos na escola, além de golfe e outras atividades extracurriculares, “mas a política é a minha paixão, por isso, se isso tiver que esperar pelo golfe, então é assim que vai ter que ser”.

Seu objetivo em longo prazo é aparecer na Fox News.

Brittany Misiora (esq.), de 17 anos, e Isabel Chism, de 18, assistem ao Encontro de Lideranças do Ensino Médio, um evento organizado pela Turning Point USA na Universidade George Washington em Washington, em 26 de julho de 2018 (Charlotte Cuthbertson/Epoch Times)
Brittany Misiora (esq.), de 17 anos, e Isabel Chism, de 18, assistem ao Encontro de Lideranças do Ensino Médio, um evento organizado pela Turning Point USA na Universidade George Washington em Washington, em 26 de julho de 2018 (Charlotte Cuthbertson/Epoch Times)

Brittany Misiora, de 17 anos, da Montville High School em Nova Jersey, disse que foi chamada de racista e nazista por apoiar Trump. Ela disse que seus professores choraram quando Trump assumiu a presidência, e que eles fazem comentários quando ela usa sua camisa com a imagem de Donald Trump.

“Nova Jersey é muito democrata e todos os meus amigos são democratas, é por isso que, para mim, (e para) outras pessoas como eu que compartilham minhas crenças, [esta reunião] foi uma coisa incrível”, disse ela. “Eu adorei. Aprendi muito e descobri um monte de ferramentas sobre ativismo e coleta de informações, então agora serei capaz de defender minhas crenças muito melhor”.

Sebastian Gorka, ex-assessor do presidente Donald Trump, no Encontro de Lideranças do Ensino Médio em Washington, em 26 de julho de 2018 (Samira Bouaou/Epoch Times)
Sebastian Gorka, ex-assessor do presidente Donald Trump, no Encontro de Lideranças do Ensino Médio em Washington, em 26 de julho de 2018 (Samira Bouaou/Epoch Times)

Sebastian Gorka, ex-assessor de Trump, disse ao jovem público que eles representam a primeira linha.

“Ronald Reagan estava certo: a perda da liberdade está sempre a apenas uma geração de distância. Você tem que estar sempre disposto a lutar pela liberdade”, disse ele.

 
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