Inoex: nasce uma liderança em liquidez e inovação em criptomoedas

Integração com cartão de crédito internacional pré-pago põe ponto final a problema sobre o uso das criptos no cotidiano, independentemente do sistema bancário

Por Bruno Menezes, Epoch Times

“Tum!” Um elefante dourado sobre a mesa. “Sabem o significado?” Pergunta, elegante, o orador. Nenhuma resposta. “Conforme o elefante passa, as pessoas abrem caminho”, explica Saleem Zaheer, um dos administradores da corretora brasileira de criptomoedas Inoex, durante a solenidade de sua inauguração na sexta-feira (18) no Shopping Taguatinga, em Águas Claras, Distrito Federal. Um simbolismo em analogia com a dimensão da empresa, que já nasce vanguardista em soluções para a emergente criptoeconomia descentralizada.

Na plateia, grandes empresários, executivos, investidores e profissionais liberais de ramos diversos. Ao invés de negócios, uma atmosfera familiar. No discurso de Saleem, contentamento pela ocasião, gratidão por cada presença e orgulho em anunciar sua esposa, Joselita Escobar, como presidente da exchange. E presença foi mesmo um capítulo à parte, pois um andar inteiro não foi suficiente e a cerimônia precisou ser repetida no sábado (19) para o restante dos convidados, o que não estava no script. Do alto, serena testemunha, uma Lua brilhante coroou a festa.

“Estamos muito felizes e com a certeza no coração de que os caminhos trilhados para chegarmos até aqui foram abençoados por Deus. Agora é dar continuidade ao bom e intenso trabalho de todos os dias”, afirma Zaheer, que também é diretor-geral do grupo G44 Brasil. Financista paquistanês naturalizado português e brasileiro, Saleem possui extensa experiência no mercado internacional, com passagens por cargos de gerência no Banco Swissquote e na Corretora CF Merchents, sediados em Nova Zelândia e Dubai. Atualmente, também desenvolve estratégias em arbitragem de criptomoedas.

Abrindo o evento, a exibição do curta-metragem Convergência Digital, que trata da Quarta Revolução Industrial, já em curso, sustentou a apresentação realizada por Watson Silva, diretor jurídico da Inoex, provocando ampla reflexão.

“Nós acabamos de ver o exemplo da Kodak, que faliu por não conseguir acompanhar o avanço tecnológico, e como o mundo dos negócios já está mudando. Estas profundas modificações irão transformar muitas empresas, e muitas fecharão. Em sintonia com os novos tempos, o G44, junto com a Inoex, já larga na frente em inovações no mercado, com produtos de ponta e sempre atento às mudanças, com o propósito de levar novas perspectivas financeiras para as pessoas”, discorreu Silva, reafirmando a inovação como vital para a empresa, a ponto de a palavra compor seu nome.

“Muitas pessoas com quem conversei se mostraram muito ansiosas por palestras, cursos e mais informações sobre investimentos”, conta Cris Lawinnik (‘BitCris’), trader de criptomoedas que possui um quadro sobre educação financeira no programa Salto Quântico, da TVN Brasil, uma TV web local.

Além da ousada integração com cartão de crédito, durante o evento também foram prometidos para breve novos produtos e serviços pioneiros com o objetivo de facilitar cada vez mais o cotidiano dos adeptos do dinheiro digital, do investidor ao cidadão comum. A Inoex pertence ao grupo G44 Brasil, que desenvolve estudos, consultorias e tecnologias para bitcoin e altcoins.

A cerimônia de inauguração da corretora de criptomoedas Inoex, no Distrito Federal, foi tão concorrida que precisou de ser repetida no dia seguinte (Jan Hendriks Junior, para Epoch Times)
A cerimônia de inauguração da corretora de criptomoedas Inoex, no Distrito Federal, foi tão concorrida que precisou de ser repetida no dia seguinte (Jan Hendriks Junior, para Epoch Times)

Segurança e liquidez

“Duas da manhã. Eu transfiro bitcoin da minha conta para meu cartão e já posso usar. Todos os bancos funcionam somente de segunda a sexta das 8h às 17h. Nós vamos trabalhar 24 horas por dia, 365 dias por ano. A qualquer momento, a qualquer hora, nós estamos prontos”, explica Saleem Zaheer para o Epoch Times a respeito da parceria com o ZenCard, integrado à plataforma.

“As criptomoedas estão avançando no mundo. Muitas pessoas a querem adotar. Mas nós temos um problema: você não pode vender, ter e usar facilmente. Nós temos feito uma combinação do cartão de crédito com a criptomoeda, então você pode ter criptomoeda onde quer que você viva. Pode usar em dinheiro local com o cartão de crédito internacional. É muito prático e conveniente”, corrobora Jazeem Zaheer, também administrador da Inoex, acrescentando que a corretora também pretende expandir seus negócios para outros países futuramente.

Além da integração com conta bancária, serviço também disponibilizado por outras exchanges, a plataforma de criptomoedas da Inoex também oferece a opção do ZenCard, que funciona tanto como cartão de crédito internacional bandeirado pré-pago quanto como conta digital, indepentemente do sistema bancário. O que significa que também é possível utilizar toda a rede MasterCard, Lotéricas e Banco24Horas para comprar, depositar e sacar em dinheiro local.

“Hoje, se alguém quer utilizar, quer comprar ou quer vender bitcoin, fica à mercê do horário dos bancos, não tem outra opção. Se uma pessoa quer gastar os seus bitcoins, de que adianta ter 100 bitcoins na carteira se não tem dinheiro para comer? Para que então os seus bitcoins? Por isso, nós fizemos essa integração com o cartão”, explica Saleem sobre a novidade, lançada no início de maio, após três meses de testes, durante a VI BitConf, em São Paulo, que teve a corretora como uma de suas apoiadoras oficiais.

Outra inovação da Inoex é o armazenamento off-line (cold storage) de pelo menos 90% das criptomoedas depositadas na exchange, o que torna impossível que sejam hackeadas. A corretora adverte que a medida adicional de segurança não interfere na liquidez, uma vez que, sempre que o volume solicitado não está on-line, a operação é imediatamente realizada de modo manual por um de seus operadores. E, a depender da nova gestão, muito ainda está por vir.

VI BitConf (Conferência Brasileira Sobre Bitcoin e Criptomoedas), no World Trade Center, em São Paulo (Jan Hendriks Jr., para Epoch Times)
VI BitConf (Conferência Brasileira sobre Bitcoin e Criptomoedas), no World Trade Center, em São Paulo (Jan Hendriks Jr., para Epoch Times)

Trabalho em equipe

Facilitar o uso da critomoeda no mundo real é o princípio que norteia a corretora, explica Leandro Alves, 27, engenheiro de software da Inoex, demonstrando a harmonia da equipe com a cultura da empresa.

“As pessoas podem trazer as suas moedas de outras exchanges que nós asseguramos que elas tenham em dinheiro corrente de forma muito mais rápida, tanto via conta bancária, quanto via cartão de crédito, que também funciona como banco digital e que é o grande diferencial. Você abastece ele com seu bitcoin para comprar qualquer coisa em qualquer lugar, um cafezinho na esquina.”

Para criar uma conta, basta acessar o endereço inoex.exchange e submeter os documentos de identificação. “A gente garante ali que qualquer pessoa — mais simples, a vovozinha — consiga entrar e usar o bitcoin no seu dia a dia, essa é a nossa ideia”, afirma Leandro.

“Geralmente, o bitcoin tem estado muito mais relacionado a pessoas mais técnicas, traders e investidores”, explica. “Nós queremos que pessoas comuns usem, que alguém que nunca entrou numa plataforma de investimento consiga pegar um bitcoin e utilizar para pagar um almoço, comprar um tênis, para o uso simples da vida diária. É isso que a gente quer proporcionar.”

Ele conta que o conceito surgiu da busca por atender as próprias necessidades. “Como desenvolvedores e entusiastas das criptomoedas, nós estamos muito nesse meio de novas tecnologias e não sentíamos grande necessidade deste tipo de solução, mas sim achávamos ótimo se conseguíssemos usar as moedas no dia a dia. Então pensamos: por que a gente não consegue? E não há nada parecido no Brasil. Então, vamos criar”, descreve Alves, sobre as circunstâncias na qual a iniciativa surgiu.

VI BitConf (Conferência Brasileira Sobre Bitcoin e Criptomoedas), no World Trade Center, em São Paulo (Jan Hendriks Jr., para Epoch Times)
VI BitConf (Conferência Brasileira sobre Bitcoin e Criptomoedas), no World Trade Center, em São Paulo (Jan Hendriks Jr., para Epoch Times)

Acessibilidade e popularização

Acessibilidade é outro importante aspecto da liquidez, explica Leandro. “Para comprar uma altcoin hoje, geralmente você precisa comprar Bitcoin primeiro, para só então poder adquirir Ripple, Nano, Zcach, por exemplo. E, principalmente no Brasil, não se consegue comprá-la com reais diretamente. Até mesmo no exterior, é difícil adquirir Nano ou Ethereum diretamente com dólar. O que a gente também quer é fazer com que as pessoas possam comprar qualquer moeda com reais.”

Por isso, a Inoex também deve ampliar seu portfólio para outras criptomoedas para além do Bitcoin, adianta Felipe Ribeiro, 24, estudante de engenharia de software e estagiário da corretora. “A médio e longo prazo, como Litecoin, Dash, Ripple, Ethereum, Nano, Doge, Zcash, dentre outras, para popularizarmos de fato as criptomoedas.”

As primeiras da fila são Litecoin, Dash e Doge, segundo Leandro, “porque elas funcionam de forma muito similar ao Bitcoin, em termos de programação”, e devem levar de três a quatro meses para serem implementadas. As demais seguem em estudo.

Para Saleem Zaheer, as características das criptomoedas — como praticidade, segurança e agilidade — já tornam sua adoção global apenas uma questão de tempo, além de beneficiarem os indivíduos e favorecerem o desenvolvimento de uma sociedade livre.

“É muito mais rápida, em um segundo você envia para a Europa ou qualquer lugar do planeta. Agora os bancos já estão a sentir necessidade, por isso vêm anunciando que pretendem adotar Ripple, bem como outras moedas, especialmente o Bitcoin, que é líder mundial”, ilustra.

A cerimônia de inauguração da corretora de criptomoedas Inoex, no Distrito Federal, foi tão concorrida que precisou de ser repetida no dia seguinte (Jan Hendriks Junior, para Epoch Times)
A cerimônia de inauguração da corretora de criptomoedas Inoex, no Distrito Federal, foi tão concorrida que precisou de ser repetida no dia seguinte (Jan Hendriks Junior, para Epoch Times)

Colaborou: Jan Hendriks Junior, de Águas Claras

 
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