Publicado em - Atualizado em 27/03/2016 às 8:23

Ingestão de cafeína aumenta incidência de abortos, revela estudo

Dentre as 344 gestações do estudo, 98 (28%) terminaram em aborto espontâneo

As mulheres que tomam multivitaminas diariamente, antes da concepção e no início da gravidez, são menos propensas a sofrerem um aborto (www.jasoncoreyphoto.com via Compfight cc)

As mulheres que tomam multivitaminas diariamente, antes da concepção e no início da gravidez, são menos propensas a sofrerem um aborto (www.jasoncoreyphoto.com via Compfight cc)

De acordo com o estudo de pesquisadores do National Institutes of Health (NIH) e da Ohio State University, as mulheres que bebem mais de duas bebidas com cafeína por dia, durante as primeiras sete semanas de gravidez, têm maior probabilidade de sofrerem um aborto.

Isto não se aplica apenas à ingestão de cafeína por mulheres grávidas – homens que a ingerem também podem causar interrupção na gravidez.

“Nossos resultados também indicam que o parceiro masculino também pode influenciar nesta questão”, disse o Dr. Germaine Buck Louis, diretor da Division of Intramural Population Health Research no NIH’s Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development.

“O consumo masculino de bebidas com cafeína foi tão associado à perda da gravidez quanto o consumo feito pelas mulheres”, acrescentou.

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O estudo disse que se uma mulher e seu parceiro beberem mais do que duas bebidas cafeinadas diariamente, durante as semanas que antecedem a concepção, será muito provável ela sofra um aborto.

No entanto, os pesquisadores dizem que as mulheres que tomam multivitaminas diariamente, antes da concepção e no início da gravidez, são menos propensas a sofrerem um aborto, do que aquelas que não o fazem. Eles também disseram que outros estudos mostraram que a vitamina B6 e o ácido fólico podem reduzir o risco de aborto.

“Nossos resultados fornecem informações úteis para os casais que estão planejando uma gravidez e que gostariam de minimizar o risco da perda da gravidez precoce”, disse o Dr. Louis.

O experimento estudou 501 casais de quatro condados em Michigan e de 12 condados no Texas, nos EUA,  de 2005 a 2009.

No estudo, os cientistas compararam alguns fatores, como estilo de vida, uso de cigarro, consumo de bebidas com cafeína e a ingestão de multivitaminas por 344 casais algumas semanas antes da concepção e nas sete semanas  seguintes à gravidez.

Dentre as 344 gestações, 98 (28%) terminaram em aborto espontâneo.

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