Influência desigual oculta: nova abordagem para a teoria quântica

Tentando explicar a quântica “ação fantasmagórica à distância”, usando qualquer tipo de sinal, coloca a relatividade de Einstein contra o nosso conceito de espaço-tempo suave (Timothy Yeo/CQT, Universidade Nacional de Singapura)

Desde que a física quântica foi inventada no início do século passado, ela esteve de acordo com a teoria da relatividade de Einstein.

O comportamento “não-local” visto em sistemas quânticos, tais como partículas entrelaçadas, parece violar o espaço e o tempo.

Uma nova experiência baseada numa “influência desigual oculta” pode testar diretamente sinais quânticos para ver se o nosso universo é fundamentalmente não-local, com cada parte imediatamente conectada a qualquer outra parte.

“Estamos interessados em saber se podemos explicar os fenômenos curiosos que observamos sem sacrificar o nosso senso de que as coisas estão acontecendo suavemente no tempo e espaço”, disse o co-autor Jean-Daniel Bancal da Universidade Nacional de Singapura, num comunicado de imprensa.

Tais sinais estariam se movendo mais de 10.000 vezes a velocidade da luz, mas não violariam a relatividade, caso permaneçam ocultos.

Os pesquisadores consideraram que comportamentos são possíveis para quatro partículas conectadas por influências desconhecidas, viajando a uma velocidade finita arbitrária.

Matematicamente, estas restrições definem uma forma com 80 dimensões cuja sombra projeta 44 dimensões, formando a fronteira para testar a influência desigual oculta.

“Nosso resultado dá peso à ideia de que as correlações quânticas, de alguma forma, surgem de fora do espaço-tempo, no sentido de que nenhuma história no espaço e no tempo pode descrevê-las”, disse o co-autor Nicolas Gisin da Universidade Genebra, na Suíça, no comunicado.

Quatro partículas já foram entrelaçadas, de modo que este teoria poderia ser testada para produzir um número único. Se a natureza segue padrão de leis relativistas, o resultado seria 7, mas se ela se comporta de acordo com a teoria quântica, o limite poderia subir para 7,3.

Então, os cientistas teriam de aceitar uma comunicação mais rápida do que a luz ou as influências teriam que ser infinitamente rápidas.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Physics, dia 28 de outubro.

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