Impressão de comida em 3D poderia acabar com a fome no mundo

A impressão em 3D é um processo de produção inovador em que um objeto é construído, camada por camada, a partir de um design ou molde computacional em 3D, usando, por exemplo, tecnologia de impressão ou lasers.

Ainda nos estágios iniciais e com pouca pesquisa sobre segurança alimentar

A NASA concedeu a pesquisadores 125 mil dólares para o desenvolvimento de alimentos impressos em 3D. Essa tecnologia poderia ser a solução para a exploração espacial de longa distância, bem como para a fome no mundo.

A Anjan Contractor, empresa sênior de engenheira mecânica em pesquisa de materiais e sistemas, recebeu fundos para começar a primeira fase de um protótipo de impressão 3D de alimentos.

A impressão tridimensional de alimentos funciona usando “blocos de construção” de alimento em pó situados em cartuchos substituíveis. Os cartuchos têm um tempo de vida de três décadas, o que pode ajudar na redução de resíduos e lixo.

Em novembro de 2012, a Anjan Contractor mostrou que sua tecnologia é capaz de produzir chocolate (vídeo abaixo).

De acordo com a mídia Quartz, a Anjan Contractor começará a tentar imprimir pizza nas próximas semanas.

Por meio da combinação de diferentes blocos, uma vasta gama de alimentos poderá ser criada pela impressão.

A impressora de pizza imprimiria primeiramente uma camada de massa. Em seguida, o tomate em pó, água e óleo serão acrescentados, enquanto a massa é assada, segundo a Quartz.

Muitos têm comentado sobre como esta tecnologia se assemelharia a um “replicador” da famosa série ‘Jornada nas Estrelas’ (Star Trek), uma máquina de ficção científica que pode sintetizar refeições e outros objetos sob demanda (vídeo no fim do artigo).

Segundo a Quartz, a Anjan Contractor prevê que a máquina seja capaz um dia de alimentar os esperados 12 bilhões de terráqueos, “personalizando refeições nutricionalmente adequadas […] a partir de cartuchos de pós e óleo que poderão ser comprados no armazém da esquina”.

A tecnologia também visa reduzir o desperdício de alimentos, uma vez que a vida útil do pó é de 30 anos.

A pesquisa da Anjan Contractor está nos estágios iniciais do conceito e nenhuma máquina foi criada ainda que possa realmente fornecer alimentos para viagens espaciais de longa distância.

“Meu palpite é que antes que pesquisadores abordem a questão da segurança alimentar de tal sistema, eles primeiro devem determinar se uma máquina pode realmente trabalhar em microgravidade e que materiais poderiam usar”, disse David E. Steitz, oficial sênior de relações públicas da NASA, num e-mail ao Epoch Times.

Vários especialistas em nutrição se recusaram a comentar sobre o assunto porque há pouca informação disponível no momento sobre a impressão 3D de comida.

Mas alguns acham que garantir uma boa nutrição em alimentos 3D não deve ser um problema.

“Deveria ser possível manter boas qualidades nutricionais no estado desidratado, embora como os pós serão armazenados seja importante”, disse John Coupland, presidente do Grupo de Ingredientes e Materiais de Impacto da Universidade Penn State.

Mas “gorduras e óleos tendem a ficar rançosos com um longo armazenamento e vitaminas podem quebrar”, acrescentou ele. “É uma abordagem interessante, mas acho que eles terão um desafio para converter os pós em algo reconhecível como alimento.”

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