Hunter Biden afirma ter ajudado a organizar reunião entre magnata chinês e Joe Biden

Por Zachary Stieber

Hunter Biden, filho do candidato presidencial democrata em 2020, Joe Biden, disse que ajudou a marcar uma reunião entre um magnata chinês e seu pai quando eles viajaram para a China em 2013.

O jovem Biden, que está envolvido em negócios na China e na Rússia há vários anos, disse que viu seu parceiro de negócios, Jonathan Li, quando ele e Joe Biden viajaram para a China há seis anos. Joe Biden era vice-presidente na época.

Biden e Li disseram à abertamente liberal revista, New Yorker, que o encontro entre eles foi uma reunião social.

Biden disse que ele também trouxe seu pai e Li juntos, permitindo que seu parceiro de negócios apertasse as mãos do então vice-presidente. Não ficou claro quanto tempo durou a reunião.

“Como eu vou a Pequim, do outro lado do mundo, e não encontro com eles para tomar uma xícara de café?” Disse Biden à revista, tentando defender o que aconteceu.

O vice-presidente Joe Biden acena ao sair da Força Aérea 2 com sua neta Finnegan Biden (C) e o filho Hunter Biden (dir) no aeroporto de Pequim em 4 de dezembro de 2013 (Ng Han Guan-Pool / Getty Images)

Li criou um fundo chamado BHR Partners em junho de 2013. Hunter Biden era um membro não remunerado do conselho na época da visita de dezembro de 2013 e assumiu uma participação acionária no fundo depois que Joe Biden deixou a Casa Branca.

“O encontro de Hunter com Li e seu relacionamento com a BHR atraiu pouca atenção na época, mas alguns dos conselheiros de Biden estavam preocupados que Hunter, ao se reunir com um sócio durante a visita de seu pai, expusesse o vice-presidente a críticas”, relatou o New Yorker.

Um ex-assessor sênior da Casa Branca acrescentou que as ações de Hunter Biden destacaram questões sobre se ele “estava alavancando o acesso para seu benefício”.

De acordo com a ABC News, poucas semanas depois da visita à China, Hunter Biden já estava fazendo negócios na China como parte da Bohai Harvest RST, que era administrada por Li.

A admissão de Hunter Biden parecia estar em contraste direto com os recentes comentários de seu advogado, que afirmou que Biden não conduzia negócios durante a viagem.

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O vice-presidente Joe Biden (C) faz um tour pelo beco de Hutong com seu filho Hunter Biden (esq) e a neta Finnegan Biden (dir) durante uma visita oficial a Pequim em 5 de dezembro de 2013 (Andy Wong-Pool / Getty Images)

O advogado disse à ABC que Hunter Biden não conduziu nenhum negócio durante a viagem e também disse ao New York Times que “ele não conduziu nenhum negócio relacionado ao fundo de investimento da China nessa viagem”.

A discrepância entre as declarações foi relatada pela primeira vez pelo site conservador Breitbart.

Robert Weissman, presidente do grupo de vigilância progressista, Public Citizen, falou a respeito das ações de Hunter Biden em uma entrevista à ABC.

“No mínimo, há uma enorme aparência de conflito, e há todos os motivos para pensar que os investidores com quem ele trabalha querem que ele faça parceria com eles porque é filho do então vice-presidente e agora candidato à presidência”, disse Weissman, “ Joe Biden deveria ter encorajado seu filho a não tomar essas posições”.

As ligações de Hunter Biden com a China e a Rússia estão cada vez mais em foco depois que seu pai anunciou que ele concorreria à presidência no começo deste ano.

O presidente Donald Trump disse, em maio, que Joe Biden deveria ser investigado por alegações de que a empresa de investimento de seu filho recebeu milhões de dólares do regime comunista chinês.

As alegações foram levantadas pela primeira vez no livro “Impérios Secretos: como a classe política americana esconde a corrupção e enriquece a família e os amigos”, de Peter Schweizer.

Publicado em 2018, o livro afirma que um negócio que Hunter Biden concluiu em 2013 aconteceu depois que seu pai foi “muito brando” com a China comunista.

“Os chineses não vão apostar em negócios desse tamanho sem esperar algo em troca”, disse Schweizer recentemente. “Por que você conseguiu um contrato de mais de um bilhão de dólares com o governo chinês – um tipo de acordo que a Goldman Sachs e mais ninguém conseguiu – mesmo sem ter experiência em private equity e sem experiência na China? Estas são perguntas muito simples e básicas que precisam ser feitas”.

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