Hacking da Casa Branca originado da Universidade Jiaotong de Shanghai

Gabinete Militar e códigos de lançamentos nucleares podem ter sido alvos
(Cortesia do Departamento de Defesa do EUA)

Uma invasão dos computadores da Casa Branca que aconteceu no início deste mês teve origem na Universidade Jiaotong de Shanghai, China, segundo uma fonte do Epoch Times.

O ciberataque na Casa Branca aconteceu em 1º de outubro, que coincide com o dia em que o Partido Comunista Chinês (PCC) comemora ter assumido o controle de toda a China continental em 1949. Esse ataque é considerado a violação de mais alto nível diplomático até agora. Um ataque ‘spear-phishing’ empregado contra um funcionário da Casa Branca teria permitido aos hackers acessarem temporariamente os sistemas de computadores da Casa Branca, apesar de a Casa Branca sustentar em declarações à imprensa que o ataque foi rapidamente identificado e que nenhuma rede principal ou secreta foi violada.

A Casa Branca recusou-se a fornecer informações sobre os atacantes, mas o Washington Free Beacon declarou definitivamente que os ataques foram originados da China e a Casa Branca não negou a afirmação.

Embora os ataques tenham sido subestimados, fontes da imprensa informaram que o ataque tinha um alvo específico: o Gabinete Militar da Casa Branca e dados sensíveis de guerra, tais como códigos de lançamento nucleares.

Uma fonte disse ao Epoch Times que o ataque à Casa Branca originou-se da Universidade Jiaotong, que foi nomeada em outros ciberataques a computadores e redes fora da China e é um terreno fértil para ciberataques apoiados pelo regime chinês. Mas uma história ainda mais escura está por trás de envolvimento da universidade na ciberguerra.

A história de ciberguerra da Universidade Jiaotong de Shanghai

A Universidade Jiaotong tonou-se notória internacionalmente em 2010, quando foi nomeada uma das duas universidades chinesas responsáveis por um grande ataque cibernético aos servidores do gigante de buscas Google, bem como a 20 outras empresas ocidentais. O Google abordou publicamente o ataque – intitulado “Operação Aurora” por especialistas de segurança – e indicou a China como a origem dos ataques. Outras empresas confirmaram terem sido afetadas no ataque cibernético ao Adobe Systems, Juniper Networks e Rackspace. Acredita-se que Yahoo, Symantec, Northrop Grumman, Morgan Stanley e Dow Chemical também foram alvos. Todos os alvos eram empresas norte-americanas principais de tecnologia, defesa ou energia.

Os ataques Aurora eram parte de uma “ameaça avançada persistente” (AAP), um termo que os especialistas em segurança cibernética usam para descrever um ataque preciso e persistente de alguém com recursos suficientes para sustentá-lo em longo prazo. O worm Stuxnet, que se infiltrou nas usinas nucleares iranianas, seria outro exemplo de uma AAP. Os ataques Aurora da China aconteceram no final de 2009 por um período de alguns meses e levaram o Google a sair da China no início de 2010.

O Epoch Times confirmou num relatório exclusivo que os ataques Aurora que visavam o Google foram autorizados pelos mais altos níveis do Politburo chinês, particularmente, por Bo Xilai e Zhou Yongkang.

Conexão de Jiang Zemin

A Universidade Jiaotong de Shanghai é a alma mater do infame ex-líder chinês Jiang Zemin. E é amplamente conhecido na China que Jiang Zemin tem laços estreitos com a universidade.

Na China, cada uma das principais universidades tem um alto oficial do PCC lhe dando cobertura. Na década de 1980, a Universidade Jiaotong de Shanghai tinha Wang Zhen, um membro do Comitê Central do Politburo do PCC que mais tarde se tornou vice-presidente da China, como apoio de Pequim. No entanto, a universidade não tinha um laço forte na própria cidade de Shanghai. Quando Jiang Zemin se tornou prefeito de Shanghai em 1985, o diretor da universidade imediatamente convidou Jiang Zemin para dar uma palestra no campus e o considerou um medalhão da sorte na cidade para a universidade.

Em 1986, os estudantes da Universidade Jiaotong de Shanghai começaram um movimento estudantil pedindo eleições democráticas para membros do Congresso Popular. Quando os estudantes se reuniram em frente à Prefeitura pedindo um diálogo com o prefeito, Jiang Zemin não se atreveu a aparecer ou se encontrar com os alunos. Muitos estudantes ficaram decepcionados com este patrono, chamando-o de “sem talento, sem coragem”.

Jiang Zemin trabalhou com alta gestão da universidade para investigar e punir os alunos após a polícia silenciar o movimento. Isso foi parte de um movimento estudantil nacional que desencadeou o conflito entre Hu Yaobang e outros altos líderes do PCC.

Em 1989, outro movimento estudantil principal começou em Pequim. Deng Xiaoping queria reprimir com tanques. Wan Li, presidente do Comitê Permanente do Congresso Nacional Popular, um amigo de Deng Xiaoping e aliado de Zhao Zhiyan, visitava a América do Norte. Zhao Zhiyan e muitos estudantes tinham esperanças que Wan Li voltaria a Pequim para pedir um encontro com o Comitê Permanente do Congresso; a única esperança para evitar a repressão.

No caminho de volta de Wan Li a Pequim, Jiang Zemin, seguindo orientação de Deng Xiaoping, deteve Wan Li em Shanghai antes que ele pudesse embarcar em seu voo de conexão para a capital. Jiang Zemin atrasou o retorno de Wan Li a Pequim com sucesso. Isto foi considerado como o gesto de maior sucesso de Jiang Zemin em apoio à decisão de Deng Xiaoping sobre a repressão na Praça da Paz Celestial (Tiananmen) e foi a principal razão por que Deng Xiaoping nomeou Jiang Zemin como a figura principal no PCC.

Uma vez no poder, Jiang Zemin iniciou em 1999 uma violenta repressão à prática de meditação chinesa do Falun Gong, usando isso como oportunidade para fortalecer ainda mais seu poder.

Plenamente consciente de quanto sangue estava em suas mãos, Jiang Zemin nunca deixou de arranjar aliados para garantir sua segurança. Ele mantinha uma relação de trabalho com a Universidade Jiaotong e revigorou o relacionamento, mesmo após deixar o cargo de líder chinês em 2004. Depois de voltar a Shanghai, ele vivia muito perto da universidade e usou o campus para fazer aparições públicas e mostrar apoio a seus aliados.

Em poucos meses, os ciberataques da China – que inicialmente visavam dissidentes no exterior, incluindo praticantes do Falun Gong – começaram a expandir e atingir outros centros de poder político. Um esforço sofisticado e financiado pelo Estado para treinar hackers prontos para lançarem uma ciberguerra foi iniciado, com origem na Universidade Jiaotong, sob o olhar vigilante de Jiang Zemin e pronto para atacar quando Jiang Zemin e sua camarilha precisassem.

Logo após o burburinho em torno dos ataques Aurora ao Google ser ouvido, o New York Times entrevistou professores da Universidade Jiaotong, um dos quais disse, “Não estou surpreso. Na verdade, alunos atacarem websites estrangeiros é normal.”

A Crônica da Educação Superior informou que “um estudante na Universidade Jiaotong de Shanghai alegou envolvimento num ciberataque de 2001 que derrubou o website da Casa Branca”. A Crônica aborda mais detalhes, especificamente sobre ciberataques à Casa Branca, bem como a “uma empresa de internet taiwanesa e uma filial da Fox News na área de Washington DC”, que foram rastreadas ao estudante Peng Yinan, que havia fundado um grupo de hackers sob a vigilância de funcionários sênior da universidade.

A Universidade Jiaotong negou oficialmente envolvimento nos ciberataques, mas evidências crescentes contrariam sua posição. O artigo da Crônica menciona outros pontos, indicando que o aluno mencionado acima “tornou-se um consultor da Secretaria de Segurança Pública de Shangai”, enquanto “outro estudante que desfigurou o website Javaphile passou a trabalhar temporariamente para o Google”.

Com o PCC enfrentando uma crise espetacular desde a deserção de Wang Lijun e a queda de Bo Xilai, a camarilha de Jiang Zemin parece estar lutando com as costas contra a parede para garantir sua sobrevivência, mesmo que isso signifique guerra total. O momento do ciberataque à Casa Branca indica que o nexo Bo Xilai, Zhou Yongkang e Jiang Zemin está tentando tudo por sua sobrevivência, incluindo atiçar a disputa entre a China e o Japão pelas ilhas Senkaku e aumentar ainda mais a instabilidade na China e na liderança.

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