Grupo de países crê que eleições na Venezuela não serão livres

Por Agência EFE

Bruxelas, 17 set – O Grupo de Contato Internacional (GIC) sobre a Venezuela, criado para encontrar uma solução negociada para a crise no país sul-americano, disse nesta quinta-feira que acredita que a nação vizinha não tem, neste momento, condições de realizar eleições livres.

A reunião do grupo, realizada em nível ministerial via internet, foi presidida pelo alto representante da União Europeia para Política Externa, Josep Borrell, que informou aos participantes sobre seus últimos contatos com as diferentes partes na Venezuela e sobre o agravamento da situação humanitária no país, particularmente no contexto da pandemia da Covid-19.

Em comunicado, o bloco solicitou a remoção dos obstáculos à participação política nas eleições legislativas, programadas para 6 de dezembro, incluindo o respeito ao mandato constitucional da Assembleia Nacional, que perdeu forças depois que Nicolás Maduro passou a apoiar a Assembleia Nacional Constituinte.

Na nota, o GIC também exigiu o fim da desclassificação e perseguição de líderes políticos, a restauração total dos direitos de seus candidatos à participação política equitativa, uma atualização abrangente do registro eleitoral – incluindo jovens e venezuelanos no exterior – e o acesso irrestrito para todos os meios de comunicação.

O grupo também lembrou o apelo da Venezuela para que a comunidade internacional observe as eleições como uma garantia fundamental de transparência, liberdade e justiça em qualquer processo eleitoral futuro.

Entretanto, lamentou que o atual calendário eleitoral não permita o envio de uma missão de observação ou deixe tempo e espaço político suficientes para que os partidos negociem as condições para eleições livres.

“Queremos condições mínimas garantidas de credibilidade, transparência e inclusão. Uma solução sustentável para a crise venezuelana só pode ser política, pacífica e democrática”, salientou o GIC, que teve a participação da Argentina pela primeira vez.

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