Governos locais na China estão em pânico sobre auditoria da dívida

O distrito comercial de Pequim. Os governos locais na China estão preocupados com as investigações do governo central sobre suas dívidas (Mark Ralston/AFP/Getty Images)
O distrito comercial de Pequim. Os governos locais na China estão preocupados com as investigações do governo central sobre suas dívidas (Mark Ralston/AFP/Getty Images)

Os governos locais chineses, empresas estatais e organizações financeiras estão em pânico sobre uma auditoria anunciada no final de julho que varrerá a nação, segundo relatórios.

Uma vez que a dívida do governo local seja exposta, muitos investimentos em grandes projetos podem enfrentar o risco de serem suspensos, o que provocaria o cancelamento de vários contratos feitos por funcionários do governo e empresários, disseram especialistas ao jornal estatal China Times.

“As autoridades locais têm medo das más consequências da auditoria. Elas não podem permitir a quebra dos contratos de investimento ou a inadimplência”, disse uma fonte do governo de Guangdong ao China Times. A fonte indicou que muitas organizações financeiras têm escondido os problemas da dívida, especialmente em grandes projetos de construção, desenvolvimento urbano e imobiliário.

A Comissão de Auditoria da China anunciou em 28 de julho a formação de uma nova administração para auditar toda a dívida do governo local e deve começar a trabalhar em agosto.

O Sr. Xiao, um gerente de banco em Guangzhou, disse ao China Times que seu superior comentou com ele sobre a auditoria, dando detalhes não mencionados no anúncio da Secretaria de Auditoria. O superior disse que o regime iniciaria uma revisão abrangente para avaliar as dívidas locais, com um foco especial nas dívidas resultantes de grandes projetos imobiliários e de desenvolvimento urbano.

Durante anos, os governos locais chineses desenvolveram novas cidades ou lançaram projetos de infraestrutura em massa usando dinheiro emprestado. Os projetos são utilizados para reforçar os valores do crescimento econômico, mas comumente não geram receitas e muitos se tornam “cidades-fantasma”, sobrecarregando os governos locais com grandes dívidas.

A China tem pelo menos doze grandes cidades-fantasma, com áreas desabitadas que poucos desejam ou podem pagar – incluindo a área de Ordos Kamba na Mongólia Interior; a Nova Área de Zhengdong na província de Henan e outras.

Residentes em muitas cidades também correm o risco de serem despejados à força para que suas terras possam ser vendidas para o desenvolvimento imobiliário.

A Agência Central de Notícias de Taiwan diz que até o final de 2012, a dívida de 36 governos locais somada era de quase 3,85 trilhões de yuanes (US$ 628,9 bilhões), citando um relatório da Secretaria Nacional de Auditoria da China. Quase 80% deste total é proveniente de empréstimos bancários e as autoridades de auditoria estimam que os bancos tenham emprestado aos governos até 3 trilhões de yuanes (US$ 490 bilhões).

Para evitar novas dívidas, alguns governos locais começaram a suspender grandes projetos de construção, incluindo o investimento imobiliário, segundo o China Times.

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