Governo do Reino Unido deseja declarar Hamas como organização terrorista

Hamas já é listado como grupo terrorista pelos EUA, União Europeia e outros países

Por Agência EFE

A ministra britanica do Interior, Priti Patel, anunciou na sexta-feira que buscará declarar todo o grupo palestino Hamas como organização terrorista, o que necessitará aprovação parlamentar.

O Hamas pede a criação de um Estado palestino islâmico sob a lei sharia e repetidamente pediu a destruição de Israel. Há muito tempo está envolvido em grandes atos de violência terrorista.

A facção militar do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, já é considerada uma organização terrorista no Reino Unido, mas a nova medida, se aprovada, também cobrirá seu braço político.

No Reino Unido, é um crime pertencer ou buscar apoio a uma organização ilegal ou usar roupas que possam ser vistas como simpatizantes do grupo, o que acarreta uma pena de prisão de 10 anos.

“O Hamas tem capacidades terroristas significativas, incluindo acesso a armamento extenso e sofisticado, bem como instalações de treinamento terrorista”, escreveu Patel no Twitter.

“O Hamas comete, participa, prepara, promove e incentiva o terrorismo. Se tolerarmos o extremismo, isso irá erodir a rocha da segurança.”

“Este governo está empenhado em combater o radicalismo e o terrorismo onde quer que esteja”, acrescentou.

De acordo com a Lei Terrorista de 2000, a Ministra do Interior pode banir uma organização se ela considerar que ela está envolvida em atividades terroristas.

O Hamas já está listado como grupo terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia (UE) e outros países.

A organização palestina realizou centenas de ataques contra Israel e disparou foguetes contra o país durante anos de hostilidades entre ambos os lados.

No início deste ano, políticos britânicos de todo o espectro político condenaram o aumento da violência anti-semita e dos abusos após o conflito de maio no Oriente Médio, no qual os militares israelenses atacaram alvos em Gaza em resposta a ataques de foguetes do Hamas contra áreas civis.

O primeiro-ministro, Boris Johnson, afirmou então, no Parlamento, que a Grã-Bretanha denunciaria o comportamento anti-semita em todos os momentos. “Não vamos permitir que crie raízes, não vamos permitir que cresça e se enraíze”, declarou.

O repórter do Epoch Times, Alexander Zhang, contribuiu para esta reportagem.

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