Publicado em - Atualizado em 11/01/2018 às 13:42

Google é processado por discriminar homens brancos conservadores

(James Damore/Twitter)

(James Damore/Twitter)

Google tornou-se uma das empresas de tecnologia mais importantes do mundo, mas isso não impediu que o grande império tecnológico fosse processado por dois ex-funcionários.

Tudo começou em agosto do ano passado quando James Damore, funcionário do Google como engenheiro de software, publicou um manifesto criticando a política de diversidade da empresa. Este manifesto tornou-se viral entre os demais funcionários. Pouco depois ele foi demitido.

Damore e David Gudeman, outro engenheiro de software, processaram o Google em conjunto alegando que a empresa de tecnologia discrimina homens conservadores e caucasianos.

O processo de 161 páginas acusa o Google de que tanto os dois como outros colegas foram menosprezados por suas opiniões políticas e por serem brancos e também homens.

No processo, eles acrescentaram que o Google concedeu bônus aos funcionários que discordaram e menosprezaram Damore. Além disso, eles apontam que a empresa cria listas negras internas de funcionários conservadores e daqueles que expressaram seu apoio ao presidente Donald Trump, impedindo que essas pessoas tenham oportunidades de promoção.

“Os executivos do Google estão tomando uma direção extrema — e ilegal — para pressionar aqueles que contratam funcionários a considerar como fatores determinantes para a admissão as categorias protegidas em termos de raça e/ou sexo, em detrimento de funcionários homens e caucasianos que poderiam ser empregados no Google”, diz o processo.

Anexados à queixa estão numerosos exemplos de comunicações internas do Google que evidenciariam as alegações.

Um desses casos é o de um e-mail de Rachel Whetstone, ex-vice-presidente de Relações Públicas e Gestão de Pessoas do Google:

“Parece que acreditamos na liberdade de expressão, exceto quando as pessoas não concordam com a maioria… Perdi a conta de quantas vezes no Google, por exemplo, pessoas me disseram em particular que não podíamos admitir republicanos por medo de como os outros reagiriam no Google”.

Declarações do Google para a CNNMoney ressaltam que a empresa de tecnologia possui fortes políticas contra represálias, assédio e discriminação no local de trabalho. Além disso, um porta-voz do Google disse que a empresa estava ansiosa para se defender contra o processo de Damore nos tribunais.

A advogada de Damore, Harmeet Dhillon, disse que, em seguida a esta queixa, vários funcionários atuais e antigos do Google entraram em contato com ela contando que também sofreram discriminação similar.

Leia também:
Empresa cria menor telefone celular do mundo (Vídeo)
Netflix assusta usuários com mensagem falsa para promover série Black Mirror
Falha detectada nos chips da Intel pode afetar 90% dos aparelhos eletrônicos no mundo

Todo conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada. Para reproduzir a matéria, é necessário apenas dar crédito ao Epoch Times em Português e para o repórter da matéria.
Leia a diferença. Epoch Times Todos os direitos reservados © 2000-2016