Publicado em - Atualizado em 11/09/2017 às 12:01

Furacão Irma deixa estragos em Cuba e segue para Flórida

Um milhão de pessoas estão desabrigadas e propriedades e infraestrutura parcialmente destruídas

A caminho dos Estados Unidos, o Furacão Irma deixou estragos em Cuba (Captura de tela/Twitter)

A caminho dos Estados Unidos, o Furacão Irma deixou estragos em Cuba (Captura de tela/Twitter)

Após devastar cidades matando 23 pessoas no Caribe, o Furacão Irma causa estragos na região norte de Cuba desde sexta-feira (9), antes de retornar aos Estados Unidos. Até o momento, não foram reportadas mortes, mas danos parciais e o deslocamento de mais de um milhão de pessoas. A infraestrutura sensível foi recolhida e defesa civil da ilha permanece em estado de alerta por riscos de inundações.

O nível do mar chegou a subir cerca de dois metros e as ondas podem atingir entre seis e dez metros de altura, segundo a Defesa Civil de Cuba. Após ter perdido força na manhã de ontem, o Irma se fortaleceu e chegou a Cuba na categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson, o que não acontece desde 1932.

Depois de registrar ventos de 200 km/h, o instrumento de medição do Instituto de Meteorologia do país, em Camagüey, foi destruído. Hoje pela manhã, o furacão voltou à categoria 4, porém pode ganhar força antes de atingir neste domingo a Flórida, que já sofre fortes ventanias e que já evacuou 7 milhões de pessoas.

Em Barracoa, primeiro bairro atingido pelo Irma, em Guantánamo, mais de 33 mil pessoas foram deslocadas, publicou o jornal estatal ‘Granma’. Residências, fazendas, estradas, a pista do aeroporto e a rede elétrica também ficaram parcialmente destruídas. O veículo também reportou estragos no bairro de El Turey e no vilarejo serrano Palma Clara.

Já pela manhã, o repórter a CNN Patrick Oppmann, que está no em Cuba, tuitava: “a água alcança a metade do primeiro andar da casa onde estamos. Ficaremos bem, mas muitos outros não”.

O Ministério das Comunicações removeu antenas de Wi-Fi alegando a sensibilidade dos equipamentos a rajadas de vento e prometeu recolocá-las após a passagem do furacão. A distribuição de energia foi reforçada por 25 torres de emergência disponibilizadas pela companhia Unión Eléctrica de Cuba.

Caribe

Bahamas, arquipélago vizinho de Cuba, não foi muito afetado até o momento. No Caribe, no entanto, o poderoso furacão deixou um rastro de mortes e destruição: Porto Rico, Ilhas Virgens, Barbuda, San Martín e San Bartolomé. Além das mortes, metade da população de Porto Rico ficou sem energia elétrica.

San Martín ficou devastada, sem fornecimento de água potável e de combustíveis e com as estradas intransitáveis. “É um desastre enorme, 95% da ilha está destruído. Estou em choque”, declarou à imprensa Daniel Gibbs, uma autoridade local.

Também uma das ilhas mais afetadas, Barbuda ficou “praticamente inabitável”, com 95% dos edifícios destruídos e 60% da população desabrigada, de acordo com o primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne. No Haiti, uma pessoa está desaparecida.

A região ainda enfrenta novas ameaças: os furacões José e Kátia. O primeiro, de categoria 4, deve atingir a zona do Caribe ainda hoje. O segundo foi rebaixado para tempestade tropical ao atingir nesta sexta-feira o estado mexicano de Verazcruz, cujo país acaba de sofrer um terremoto de magnitude 8,2 na escala Richter.

A caminho dos Estados Unidos, o Furacão Irma deixou estragos em Cuba (Reprodução/Windy.com)

A caminho dos Estados Unidos, o Furacão Irma deixou estragos em Cuba (Reprodução/Windy.com)

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