Publicado em - Atualizado em 21/08/2017 às 20:17

Fundação faz campanha pela remoção da estátua de Che Guevara na Argentina

"Nós não queremos que nossos impostos sejam gastos nisso", disse Federico Fernández, presidente e fundador da Fundação Bases

Estátua de Guevara na cidade de Rosario, Argentina (Atlas Network)

Estátua de Guevara na cidade de Rosario, Argentina (Atlas Network)

O que começou como propósito local de remover uma estátua de Che Guevara em Rosario, na Argentina, transformou-se em campanha mundial para conscientização dos crimes cometidos por Che e o legado assassino do comunismo que ele ajudou a implantar na América Latina.

A Fundação Bases iniciou uma campanha para colher assinaturas a favor de remover o monumento e homenagens a “Che” na cidade que o viu nascer.

“O mártir foi um assassino”, diz Franco Lopez, diretor executivo da Fundação. “Guevara foi o segundo de Fidel Castro, cuja revolução matou mais de dez mil pessoas. Ninguém tem ideia dos massacres cometidos durante a revolução “, lamenta López, de acordo com The Economist.

Com a menção da campanha no The Economist, que possui uma tiragem mundial de mais de 1,5 milhão de cópias por semana e em mídias digitais, como a rede Atlas Network, o pedido tornou-se global.

Monumentos em homenagem a Che Guevara em Rosario, vídeo promocional da campanha da Fundação Bases

Documentando os massacres

Os crimes do comunismo são imensos e aberrantes, e para não falar sobre isso apenas na teoria, a Fundação Bases optou por dar um rosto a esses crimes usando um dos seus principais protagonistas, o Che.

A campanha da fundação fez um resumo do legado do comunismo de Guevara em Cuba:

• 10.723 assassinatos cometidos pelo regime comunista
• 78 mil mortos por tentar escapar da ilha
• 14 mil mortes em operações militares no exterior
• 5.300 que morreram na rebelião de Escambra (principalmente camponeses e crianças) e
• 1.500.000 exilados

Além de tudo isso, existe a perseguição de intelectuais, homossexuais e dissidentes, e a maior parte dos 11 milhões de cubanos ainda esperam por justiça, semi-empregados, doentes e em precárias condições de vida, prostituindo-se para chegar ao final do mês e complementar através do mercado negro as escassas rações oficiais de alimentos.

Che Guevara, junto com Fidel e Raúl Castro, desde 1° de janeiro de 1959, quando as forças revolucionárias tomaram o poder em Cuba, planejaram e organizaram a onda de terror cujo objetivo era intimidar e subjugar a população.

Em 2006, o The New York Times divulgou a contagem de mais de 86 mil mortos, 9.231 mortos durante a revolução cubana e 77 mil cubanos mortos quando tentavam sair da ilha, com base na investigação realizada pelo Arquivo de Cuba, que continuou fazendo vítimas desde então, até ultrapassar o número de 10 mil mortes desde que Raúl Castro assumiu o poder.

“Fusilados 1959”, obra de Juan Abreu

“Fusilados 1959”, obra de Juan Abreu

Estas mais de 10 mil mortes incluem casos de execução, assassinatos e desaparecimentos, além de dezenas de crianças, mulheres grávidas e 14 líderes religiosos, como freiras católicas e sacerdotes protestantes.

O projeto Verdade e Memória do Arquivo de Cuba tem documentado as mortes e os desaparecimentos por causas políticas durante a revolução cubana, com um relatório especial sobre as vítimas de Che.

Embora o número exato de vítimas de Che Guevara seja desconhecido (entre 1957 e 1958 foram registradas 216), várias fontes sustentam que as vítimas diretamente executadas por ele ou as ordens de execução dadas por ele foram milhares durante os primeiros 3 anos da revolução cubana.

Palavras de Che às Nações Unidas em 11 de dezembro de 1964, que falou naquele dia em nome de Cuba, um Estado marxista e leninista (vídeo):

Para a Fundação Bases, o objetivo é colocar o assunto em discussão. “Queremos orientar e divulgar informações sobre Che que as pessoas não conhecem. Há uma imagem mítica construída em torno de Guevara, produzida pela desinformação. Seu verdadeiro legado é ignorado.”

Che nunca questionou os crimes de Stalin e de Mao

A campanha lançada na Argentina também menciona o legado do comunismo internacional louvado por Che, que chega a dezenas de milhares de vítimas assassinadas, torturadas ou presas em campos de trabalho forçado.

De acordo com Stéphane Courtois em “O Livro Negro do Comunismo”, o comunismo é responsável por 100 milhões de mortos, número que ultrapassa o nazismo, que deixou 16 milhões de mortos, e ofusca as mortes ocorridas no século 20 devido ao câncer de pulmão, diabetes e homicídios.

Solzhenitsyn, renomado romancista e historiador russo, calcula que Stalin matou entre 60 e 66 milhões de pessoas.

Estas mortes de Stalin superam o número de mortos no século 20 devido ao câncer de pâncreas (17 milhões), HIV / AIDS (12,5 milhões) e epilepsia (10 milhões).

O legado sangrento de Stalin foi superado apenas por Mao Zedong, líder do Partido Comunista Chinês.

O maior assassino dentre os vários ditadores do século 20 foi Mao Zedong da China, de acordo com a maioria das estimativas. O número calculado de mortos por Mao varia de 60 a 80 milhões.

Características de Ernesto “Che” Guevara

Hilda Gadea, primeira esposa de Che, publicou em seu livro ‘Ernesto: Memórias de Che Guevara em Sierra Maestra’, a carta que enviou datada de 28 de janeiro de 1957: “Querida senhora: aqui na selva cubana, vivo e sedento de sangue, escrevo essas ardentes linhas inspiradas por Martí”.

Ele encontrou ainda jovem a inspiração aqueles desejos nas obras marxistas. Em uma carta endereçada a Tita, em outubro de 1956, ele comenta: “Claro, todo o trabalho científico foi para o inferno, e agora eu sou apenas um leitor assíduo de Carlitos e Federico (referindo-se a Karl Marx e Frederick Engel)”.

Desde a luta na Sierra Maestra, eles deu a conhecer seus crimes.

A frieza e crueldade com que ele executava as pessoas era desumana.

Em 18 de fevereiro de 1957, o guia camponês Eutimio Guerra foi acusado de transmitir informações ao inimigo e por isso foi condenado à morte. “No momento da execução, seus camaradas não se decidiam se iriam executá-lo com armas de fogo, quando então Che se adiantou e sacou sua pistola, matando Eutimio com um tiro na têmpora, e depois descrevendo o ato em sua coluna no jornal da Serra Maestra: “… Eu acabei com o problema dando-lhe um tiro na têmpora direita com uma pistola calibre 32, com orifício de saída na têmpora esquerda. Ele gemeu um pouco e depois morreu”.

“Na dúvida, mate”, foi a frase que caracterizou Che durante aquele período, diante das dúvidas ou falta de provas sobre os acusados.

Sua mensagem para a Tricontinental em 1967 é arrepiante.

O “ódio” como fator de luta para converter o ser humano em uma “máquina de matar efetiva, violenta, seletiva e fria”, ou desumanizar o homem, porque de acordo com ele, o meio pacífico não conta e a violência é inevitável, em sua concepção de vida e história, que é a história mesma do comunismo.

“Não é saudável para uma sociedade que seu governo honre alguém que pessoalmente executou pessoas, perseguiu minorias e ajudou a estabelecer um sistema totalitário que ainda oprime milhões de pessoas”, disse Federico Fernández, presidente e fundador da Fundação Bases. “Nós não queremos que nossos impostos sejam gastos nisso”.

Para saber mais sobre a personalidade de Che Guevara e sua disposição natural para o crime, visite o site Cubanet..

Clique aqui para ver o documentário “Ernesto Guevara, anatomia de um mito”, do Instituto Memória Histórica Cubana contra o Totalitarismo.

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