Publicado em - Atualizado em 28/11/2017 às 19:45

Fósseis da extinta vaca-marinha foram descobertos em ilha remota

A atualmente extinta vaca-marinha-de-steller outrora habitou as águas rasas em torno das Ilhas Comandante no Mar de Bering (Cortesia da Biblioteca do Patrimônio da Biodiversidade/Creative Commons, CC BY)

A atualmente extinta vaca-marinha-de-steller outrora habitou as águas rasas em torno das Ilhas Comandante no Mar de Bering (Cortesia da Biblioteca do Patrimônio da Biodiversidade/Creative Commons, CC BY)

Um pesquisador do Extremo Oriente da Rússia recentemente encontrou os restos esqueléticos, ou fósseis, de uma vaca-marinha-de-steller, um mamífero maciço caçado até a extinção apenas algumas décadas após ter sido descoberto pelos europeus em 1741.

Marina Shitova, da Reserva da Natureza e da Biosfera das Ilhas Comandante, encontrou recentemente o esqueleto enquanto monitorava o litoral da Ilha de Bering.

De acordo com o website da reserva, Shitova notou primeiro as costelas do mamífero herbívoro há muito tempo morto projetando-se do solo como uma cerca.

Vários dias depois, uma equipe de oito pessoas da reserva voltou ao local para desenterrar os restos do animal, que é parente dos manatins e dugongos.

A equipe cavou por quatro horas e coletou os restos, que incluíram 45 ossos da espinha dorsal, 27 costelas, escápula esquerda, fragmentos da espádua e antebraço e vários ossos do punho.

No entanto, a equipe identificou a falta de alguns ossos, como o crânio, a coluna cervical, várias vértebras dorsais e ossos falangianos do membro esquerdo.

A partir dos restos, eles estimaram que esta vaca-marinha em particular tinha cerca de seis metros de comprimento antes de morrer. De acordo com algumas fontes, as vacas-marinhas podiam crescer até 10 metros de comprimento.

A reserva planeja preservar os fósseis e colocá-los em exibição num futuro Centro de Visitantes da Reserva da Natureza e da Biosfera das Ilhas Comandante.

Caçado até a extinção

As vacas-marinhas foram encontradas nas águas rasas em torno das Ilhas Comandante em 1741, onde outrora foram consideradas uma espécie endêmica. O naturalista alemão Georg Steller foi considerado seu descobridor, o que ocorreu após ele naufragar na Ilha de Bering, uma das Ilhas Comandante.

De acordo com um artigo no The Atlantic, Steller observou que esses gigantes gentis tinham “um amor incomum um pelo outro, que se estendia até o ponto em que, quando um deles era fisgado, todos os outros se empenhavam em salvá-lo”.

No entanto, não demorou muito para que a vagarosa vaca-marinha-de-steller fosse caçada até a extinção por sua carne, gordura e pele. Os caçadores de pele tiveram o último avistamento registrado de uma vaca-marinha viva em 1768, apenas 27 anos depois que Steller as descobriu.

As Ilhas Comandante se localizam entre o Alasca e a Rússia.

Republicado da NTD.tv

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