Publicado em - Atualizado em 11/04/2017 às 14:52

Forças da China e EUA movem-se para estabelecer presença perto da Coreia do Norte

Um grupo de navios da marinha dos EUA comandado pelo porta-aviões USS Carl Vinson. (Matt Brown/Marinha dos EUA)

Um grupo de navios da marinha dos EUA comandado pelo porta-aviões USS Carl Vinson. (Matt Brown/Marinha dos EUA)

De acordo com a mídia sul-coreana Chosun.com, 150 mil médicos e pessoal de apoio do Exército da Libertação Popular (ELP) da China foram mobilizados ao longo do rio Yalu, que separa a Coreia do Norte da China.

Esta mobilização foi relatada pouco depois que um grupo de navios da marinha dos Estados Unidos, liderado pelo porta-aviões USS Carl Vinson, deslocou-se em direção à Península Coreana em 8 de abril, mudando seu rumo original em direção à Austrália.

O presidente estadunidense Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping se encontraram recentemente na Flórida entre os dias 6 e 8 de abril. Ambos os líderes terminaram a reunião aparentemente satisfeitos e comprometeram-se a conduzir a crise nuclear norte-coreana a uma conclusão pacífica.

E em 6 de abril, Trump ordenou que um míssil de cruzeiro atacasse uma base aérea síria após relatos de que as forças governamentais haviam usado armas químicas na sua guerra civil em curso. Isso tem gerado especulação sobre o que pode ocorrer na Coreia.

Pyongyang expressou confiança em seu “tremendo músculo militar com força nuclear” para se defender caso os EUA decidam por uma solução militar.

A Coreia do Norte, uma ditadura comunista e um dos regimes mais repressivos do mundo, tem assumido uma posição ameaçadora contra seus vizinhos por décadas. Em 2006, a Coreia do Norte explodiu uma arma nuclear primitiva e, nos anos seguintes, realizou testes nucleares e de foguetes de crescente sofisticação.

A Coreia do Norte “é um regime imprevisível que agora é um regime com capacidade nuclear”, disse o assessor de segurança nacional Tenente-General H.R. McMaster no Fox News Sunday. “E o presidente Xi e o presidente Trump concordaram que isso é inaceitável, que o que deve acontecer é a desnuclearização da Península Coreana.”

Em 10 de abril, Trump indicou numa mensagem de Twitter que a solução do desequilíbrio comercial EUA-China funcionaria melhor para a China se eles cooperassem numa solução para a Coreia do Norte.

“Eu expliquei ao presidente da China que um acordo comercial com os EUA será muito melhor para eles se eles resolverem o problema da Coreia do Norte!”

Em seguida, Trump repetiu seu mantra de resolver o problema sozinho não obstante se a China decidir participar.

“A Coreia do Norte está à procura de problemas. Se a China decidir ajudar, isso seria ótimo, se não, resolveremos o problema sem eles!”

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