Publicado em - Atualizado em 09/08/2017 às 9:25

FGTS: governo anuncia que irá dividir R$ 7 bi de lucro entre trabalhadores

É a primeira vez que o lucro do fundo será distribuído entre os cotistas

Presidente Michel Temer (ao centro) (Divulgação)

Presidente Michel Temer (ao centro) (Divulgação)

O presidente Michel Temer comunicou ontem (8) que R$ 7 bilhões, que constituem 50% dos lucros líquidos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do ano de 2016, serão repassados aos trabalhadores até o final de agosto. O anúncio oficial deve ocorrer na quinta-feira (10).

Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, será feito depósito para os trabalhadores com conta no FGTS até 31 de dezembro do ano anterior. “Essa é a regra. Isso vai para a conta das pessoas e nós iremos pagar àqueles que tiverem direito a fazer o saque”, afirmou.

A decisão já estava contemplada em medida provisória aprovada em maio e o anúncio do valor seria feito na quinta (10), porém o presidente resolveu antecipar em discurso nesta terça (8).

De acordo com Occhi, os detalhes – como o índice que será utilizado, os valores, quem receberá o benefício e quem poderá retirar – serão divulgados pelo presidente na quinta-feira.

“Ainda temos que fechar o balanço do fundo de garantia, será fechado essa semana e a Caixa vai estar preparando toda essa distribuição dos dividendos ao trabalhador. O que muda é que pela primeira vez há uma distribuição dos lucros do FGTS”, completou Occhi.

A Folha de São Paulo apurou que a divisão do dinheiro será proporcional ao total que o trabalhador tinha depositado até o final de 2016.

Até então, os cofres públicos ficavam com todo o lucro do fundo.

A divulgação foi feita depois que Temer disse que o governo está pensando em aumentar a alíquota de Imposto de Renda.

“Ninguém conta para a imprensa que na quinta-feira nós vamos anunciar R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia para os trabalhadores brasileiros, fruto de uma nova remuneração”, afirmou durante reunião com executivos do Sincovi (sindicato das empresas imobiliárias), em São Paulo.

“E depois dizem que não nos preocupamos com o social”, concluiu.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou que o dinheiro não poderá ser sacado assim como foi feito com as contas inativas, mas somente nos casos previstos em lei, como por exemplo na demissão.

“Nós iremos pagar aqueles que tiverem direito a fazer o saque. Aqueles que estão aposentados, aqueles que têm contas inativas de acordo com a lei nova, aqueles trabalhadores que porventura quiserem também quiserem acessar o seu financiamento imobiliário poderão, em alguns casos, acessar o fundo de garantia”, afirmou Occhi.

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