Famílias de praticantes do Falun Gong são ameaçadas por autoridades chinesas

O Tribunal do condado de Dayao, em Yunnan, julgou três praticantes do Falun Gong, sem provas e sem que seus advogados estivessem presentes em 29 de outubro de 2014.

As famílias dos três praticantes, o sr. Zhu Zhongfu (朱忠富), a sra. He Gaoqiong (何高琼) e a sra. Liu Yijun (刘宜君), escreveram em conjunto uma carta de reclamação para solicitar suas libertações. Até agora, eles foram ameaçados e tratados de forma evasiva.

A família do sr. Zhu foi para o Centro de Detenção de Dayao, onde ele estava detido. O diretor disse que os guardas nunca batem em alguém, nem colocam algemas e correntes nos detidos. No entanto, o sr. Zhu disse a seu advogado que vários homens o espancaram quando ele se recusou a vestir o uniforme dos presos. O sr. Zhu estava algemado e acorrentado quando ele apareceu no tribunal.

Quando a família do sr. Zhu foi para Departamento de Polícia de Dayao, Lu Wenhui (陆文辉), da Segurança Interna, disse à família que ele tinha recebido a sua carta de reclamação e os ameaçou. Lu disse que o sr. Zhu teria recebido uma condenação mais leve, se sua filha tivesse o escutado e não contratado um advogado.

A família foi ao Gabinete de Recursos do Tribunal de Dayao. O juiz Yu Ping (余平) disse que entregou a carta de reclamação para o Congresso Nacional do Povo. Ele disse que o caso do sr. Zhu ainda estava sob investigação e se recusou a devolver o carro dele, que foi confiscado durante uma busca ilegal.

A família recebeu uma carta do Departamento de Polícia de Yunnan em 30 de novembro em relação à sua reclamação. O Departamento disse à família para entrar em contato com o Supremo Tribunal de Yunnan diretamente, já que o caso foi transferido para lá em 20 de novembro.

A família foi para o Supremo Tribunal de Justiça de Yunnan em 1º de dezembro. Um juiz disse que a família deveria esperar que o veredicto saísse antes de discutir sobre a legalidade das ações de cumprimento da lei.

O juiz disse que o advogado desistiu do direito de defender o sr. Zhu, quando ele se recusou a cumprir a verificação de segurança. A família argumentou que, para começar, a realização de uma verificação de segurança no advogado era ilegal, e que o sr. Zhu deveria ser libertado porque não havia nenhuma lei que proibisse o Falun Gong ou que definisse o Falun Gong como um culto.

O juiz disse-lhes que o Falun Gong era uma questão sensível e culpou o sr. Zhu: “Entre todas as regras que você pode quebrar, por que esta?” O juiz também disse à família seu sobrenome, Wu (吴) e advertiu-lhes que não criassem uma denúncia do que ele disse ou “vocês vão ainda ouvir sobre mim”.

 
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