Fabricante da Ivermectina no Brasil processa Globo, Record, CNN Brasil e SBT

Por Brehnno Galgane, Terça Livre

A companhia farmacêutica Vitamedic, responsável por produzir o medicamento ivermectina no Brasil, entrou nesta sexta-feira (28) com ações judiciais de direito de resposta contra diversas emissoras, como Globo, Record, CNN Brasil e SBT.

A entidade farmacêutica brasileira contesta o posicionamento da empresa Merck S.A, responsável pela produção da ivermectina no exterior, que negou a eficácia do medicamento baseando-se em um estudo feito por cientistas da própria empresa.

Na ocasião, a grande mídia repercutiu o posicionamento da empresa estrangeira apontando que a própria fabricante da ivermectina contestava o uso do medicamento no tratamento ou na prevenção da Covid-19.

O posicionamento da Merck, no entanto, ocorreu no mesmo momento em que a empresa trabalhava na produção de um medicamento específico contra a Covid-19, a pílula chamada MK-4482.

Em resposta, a Vitamedic declarou que o crescimento do mercado da ivermectina naturalmente incomoda, por ser um medicamento de baixo custo e risco.

Pelo fato de alguns veículos de comunicação terem divulgado a informação mostrando imagens da embalagem de ivermectina produzida pela Vitamedic, a empresa brasileira aponta que isso “induz os leitores e telespectadores ao erro, considerando que transmite a percepção de que a opinião da Merck seria única ou majoritária no ramo farmacêutico, inclusive a da Vitamedic, o que não é verdade”.

A ação contra a CNN Brasil foi aberta na 38ª Vara Cível de São Paulo. No mês passado, no entanto, o juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra negou a liminar pedida pela Vitamedic e desconsiderou um espaço para direito de resposta na CNN. Já as ações contra SBT e Record, abertas, respectivamente, em Osasco e São Paulo, também não foram atendidas no pedido de liminar. Na ação contra a Globo, analisada pela 5ª Vara Cível de Goiás, em Anápolis, também foi negado o direito de resposta. Entretanto, todos os casos ainda serão revistos em audiências de conciliação ou julgamentos.

“Esse negócio de poder absoluto sempre achei estranho, tem gente que não sabe o que é um remédio. ‘A fabricante disse que o remédio não serve para coronavírus’, mas a fabricante só fabrica o negócio, a fórmula da ivermectina é arquiconhecida, se ela funciona não é a fabricante que vai dizer, é o estudo que vai dizer, não há como de antemão ela saber quais são todas as potencialidades do medicamento”, apontou o analista político Italo Lorenzon durante o Boletim da Manhã desta sexta-feira (28).

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