Experiências de quase morte: 30 anos de pesquisa – Parte 3

Esse artigo é o terceiro de uma série de cinco artigos sobre experiências de quase morte.

São as EQMs alucinações? Como você aprova ou desaprova as experiências de quase morte (EQMs) que são inteiramente do domínio espiritual?

Enquanto os que vivenciaram uma EQM alegam ter saído de seus corpos, ido ao céu, visto pessoas que já morreram bem como seres celestes, e assim por diante, alguns cientistas ainda insistem que essas experiências são alucinações, que são fruto de estados biológicos críticos como a ausência de oxigênio no cérebro. No entanto, há outro grupo de cientistas que, após 30 anos de pesquisas, possuem evidências que apoiam os relatos dos que tiveram uma EQM.

Na primeira parte dessa série, discutimos as experiências de morte compartilhadas, nas quais uma pessoa que está perto de outra prestes a morrer experimenta algo similar a uma EQM. Raymond Moody, M.D., Ph.D., disse ao Epoch Times que os que compartilham EQMs geralmente veem o espírito da pessoa que morre saindo do corpo, e os veem se encontrando com pessoas já falecidas, relembrando suas vidas, indo a outro reino, etc.

“Todas as características que identifiquei como experiências iniciais de quase morte, que estudei anos atrás, também estão presentes em pessoas que tiveram essas experiências em suas camas, sendo que elas não estavam doentes ou feridas”, disse Moody, durante sua apresentação na Associação Internacional de Estudos de Quase Morte (IANDS, no original em inglês) na conferência de 2011.

“Não há nada de errado com a circulação de oxigênio no cérebro delas, e ainda assim elas tiveram a mesma experiência que escuto de pessoas que estiveram perto da morte.”

Isso, pensa Moody, ultrapassa a hipótese convencional da ciência que diz que as EQMs são alucinações causadas por estados críticos no cérebro. Entretanto, isso ainda não fornece provas concretas de que os relatos de EQMs são verdadeiros.

No entanto, existem outros casos documentados cuja validade é difícil de refutar com o uso de explicações científicas convencionais. Por exemplo, há casos em que essas pessoas veem parentes falecidos que eles não sabiam que tinham morrido, ou nem sequer tinham conhecido.

O neurocirurgião Eben Alexander, M.D., teve uma experiência durante um coma causado por uma meningite bacteriana aguda. Durante a conferência da IANDS, ele contou que, em certos momentos de sua EQM, ele experimentou ser um grão nas asas de uma borboleta e ser acompanhado de um ser que ele disse ser um anjo da guarda.

Sendo órfão, Alexander não sabia sobre seus irmãos biológicos até os últimos anos, e quando entrou em contato com eles, uma de suas irmãs já havia morrido. Um dia, depois de sua EQM, ele olhou para uma fotografia que um de seus irmãos lhe deu, e descobriu que o “anjo da guarda”, era a irmã que havia morrido.

Outro caso interessante, descrito por Moody durante uma entrevista com o Epoch Times, envolveu um padre e uma freira que estivam juntos num acidente de carro na África do Sul. Ambos foram ressuscitados de uma parada cardíaca e descreveram, com detalhes idênticos, uma EQM conjunta de deixarem seus corpos e entrarem numa luz juntos.

Robert e Suzanne Mays foram capazes de verificar os detalhes da EQM de George Ritchie (Stephanie Lam/Epoch Times)
Robert e Suzanne Mays foram capazes de verificar os detalhes da EQM de George Ritchie (Stephanie Lam/Epoch Times)

Relatos verificados de EQM

Há também relatos de EQMs que são verificados diretamente. Os pesquisadores de EQMs Robert e Suzanne Mays contaram várias histórias tanto na conferência como durante uma entrevista com o Epoch Times.

Um caso envolveu um homem que ficou gravemente ferido num acidente de carro numa noite enevoada. Ele relatou ter saído do corpo, voado para uma casa, e pulado para cima e para baixo, gritando por socorro através uma janela do segundo andar. Um homem que estava no segundo andar ouviu-o e chamou a polícia. Depois que a polícia chegou, o homem relatou ter visto um nevoeiro na forma de um homem pulando fora da janela.

Robert Mays também falou de casos em que essas pessoas relataram entrar em corpos de outros. Num exemplo, um homem tentou cometer suicídio por enforcamento, mas se arrependeu durante sua EQM, então, ele entrou no corpo de sua esposa para se comunicar com ela e pedir ajuda. Depois que ele fez contato com ela, ela disse, “Oh, meu Deus”, pegou uma faca, foi diretamente para onde estava seu marido, e cortou a corda salvando-o.

Outro caso documentado envolve George Rodonaia, M.D. e Ph.D. em neuropatologia, que foi declarado morto por três dias. Enquanto neste estado, ele passou por uma EQM. Durante sua EQM, ele experimentou ir para dentro da cabeça de sua esposa e ouvir os pensamentos dela, acreditando que ele já estava morto, sobre os homens com quem poderia sair, e quem poderia ser seu futuro marido. Mais tarde, sua esposa confirmou que teve esses pensamentos antes dele voltar à vida.

O caso que deixou maior impressão em Robert e Suzanne Mays foi o de George Ritchie, M.D., em 1943, quando tinha apenas 20 anos, um soldado prestes a entrar para a escola médica. Ritchie foi declarado morto na noite em que pegaria o trem deixando a base do exército no Texas para ir à escola médica na Virgínia.

Ritchie contou que saiu do corpo, mas no começo não tinha percebido isso. Sabendo que tinha perdido o trem, ele decidiu deixar o hospital e viajar por conta própria. Depois de se orientar a partir da localização da Estrela Polar, Ritchie relatou que começou a voar para o leste.

Quando ele passava por uma cidade em sua rota, ele avistou um homem prestes a entrar num café noturno e desceu para pedir orientação ao homem, mas foi ignorado por ele. Então, Ritchie tentou encostar-se no fio de um poste telefônico, e sua mão passou através do fio. Assim, ele percebeu que havia deixado seu corpo e voltou ao hospital, onde um ser que se manifestava como uma luz o ajudou a voltar ao corpo.

Após a EQM, ele dirigiu até a vila e reconheceu o café noturno, e assim ficou sabendo que a cidade para a qual voou durante a EQM era Vicksburg. Os detalhes que Ritchie recordou do local antes de voltar lá fisicamente eram exatamente os mesmos que na realidade.

Baseado na descrição de Ritchie, de como ele saiu do hospital, Robert e Suzanne Mays remontaram a rota que Ritchie possivelmente tomou, e descobriram que a porta que Ritchie provavelmente tinha saído estava na mesma latitude que o café noturno em Vicksburg.

Ritchie também mencionou ter visto luzes piscando numa das cidades que sobrevoou. Para confirmar isso, Robert e Suzanne Mays encontraram uma mulher que vivia numa das cidades ao longo da rota que Ritchie tomou rumo ao leste, após ter saído do hospital. A mulher lhes disse que havia quatro luzes piscando na cidade em 1943, e verificou-se que o caminho possivelmente tomado por Ritchie estava entre os locais das luzes que ela indicou.

Quando nos deparamos com relatos de EQM como esses, é difícil não lhes dar validade e explicar tais experiências como produtos de um processo biológico.

Veja abaixo vídeo (em inglês) com Ritchie recontando sua EQM:

 
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