EUA trabalham para substituir as doações da AstraZeneca por outras vacinas

Por Agência EFE

O governo dos Estados Unidos está trabalhando para substituir as doações de vacinas AstraZeneca a terceiros por de outros fabricantes devido aos problemas de produção que está enfrentando, de acordo com o The New York Times publicado nesta sexta-feira.

Segundo o jornal de Nova York, que citou fontes familiarizadas com a situação, a Casa Branca “está trabalhando para substituir centenas de milhões de doses” que originalmente deviam ser da AstraZeneca por vacinas da Pfizer, Moderna e Janssen.

Os problemas de produção com a AstraZeneca giram em torno de uma fábrica em Baltimore, Maryland, onde anteriormente foram relatadas dificuldades com a fabricação das vacinas Janssen, que também são produzidas nesta planta.

Em abril, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou uma doação de 60 milhões de vacinas covid-19 da AstraZeneca para países de baixa renda.

A essa doação, foram acrescentados mais vinte milhões de vacinas de outros fabricantes em maio e, na semana passada, do Reino Unido onde esteve na cúpula do G7, Biden prometeu mais 500 milhões de doações adicionais, neste caso da Pfizer.

“Nossas doações de vacinas não incluem pressão por favores ou possíveis concessões”, disse o presidente, acrescentando que os EUA estão fazendo isso para salvar vidas, “para acabar com isso, isto é, ponto final”.

O presidente indicou que seu governo adotou esta medida porque é “sua responsabilidade” e tem “uma obrigação humanitária” de salvar o maior número de vidas possível.

Indicou que enquanto a pandemia continuar existe o risco de novas mutações e lembrou o seu impacto no crescimento da economia global, no aumento da instabilidade e no enfraquecimento dos governos.

“Os Estados Unidos querem ser o arsenal de vacinas na luta contra o covid-19, como quando era o arsenal da democracia durante a Segunda Guerra Mundial”, afirmou.

Biden garantiu que esta é a maior compra e doação individual de vacinas covid-19 já feita por um país.

Os EUA começarão a embarcar doses da Pfizer em agosto, com 200 milhões delas já entregues até o final deste ano e o restante no primeiro semestre de 2022.

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