EUA sancionam dois comandantes de Maduro por “graves violações” de direitos humanos

Por Voice of America

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (2) sanções contra dois outros comandantes sob as ordens do ditador Nicolás Maduro, por cometerem “graves violações” contra os direitos humanos na Venezuela.

A medida se segue a outras semelhantes que buscam fechar o cerco para os membros e apoiadores da ditadura de Maduro, em meio a ações diplomáticas e políticas para produzir mudanças que tirem a Venezuela de seus graves problemas humanitários.

Agora foi a vez do comandante Rafael Enrique Bastardo Mendoza, que lidera as Forças de Ações Especiais (FAES) e Iván Rafael Hernández Dala, comandante da contra-inteligência militar (DGCIM).

“Os Estados Unidos designam publicamente (a ambos oficiais) por sua participação em graves violações de direitos humanos”, disse o texto do governo americano.

Também foram sancionadas a esposa de Bastardo, Jeisy Catherine Leal Andarcia, e a esposa de Hernández, Luzbel Carolina Colmenares Morales, bem como os filhos menores de ambos os oficiais.

Aqueles designados na sexta-feira “não são elegíveis para entrar nos Estados Unidos”. O governo norte-americano lidera as iniciativas de mais de 50 nações do mundo que rejeitam o mandato de Maduro e apoiam o presidente Juan Guaidó.

O anúncio indica que “as organizações de segurança e inteligência lideradas por Bastardo e Hernández foram implicadas por suas violações e abusos dos direitos humanos e pela repressão da sociedade civil e da oposição democrática”.

Ao mesmo tempo, explicou que os atos em que incorreram “foram amplamente documentados no relatório de 5 de julho de 2019 do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, bem como em relatórios confiáveis de outras organizações de direitos humanos.”

O relatório entregue pela Alta Comissária das Nações Unidas, Michelle Bachelet, depois de visitar o país, admitiu que pelo menos 7.523 execuções extrajudiciais ocorreram na Venezuela.

A sanção também tem como objetivo repreender os funcionários por corrupção, diz o texto.

O mais recente caso de sanções contra funcionários que obedecem às ordens de Maduro ocorreu na quarta-feira, quando o ministro venezuelano da Indústria, Tareck El Aissami, entrou para a lista dos 10 fugitivos mais procurados pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A notícia indica que El Aissami, 44 anos, é procurado por suas supostas ligações com o tráfico internacional de drogas.

 
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