EUA restringem atividade de cinco veículos de imprensa chineses por “propaganda”

Por EFE

Washington, 18 fev – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira que restringirá a atividade de cinco veículos de comunicação chineses, entre eles a agência estatal de notícias “Xinhua”, por “fazer propaganda” do Partido Comunista da China, informaram funcionários do Departamento de Estado à imprensa.

A partir de agora, os EUA tratarão esses cinco meios de comunicação como se fossem missões diplomáticas do governo chinês, então os jornalistas estarão sujeitos às mesmas restrições que os diplomatas, detalharam as fontes, que pediram o anonimato por não terem autorização para falar publicamente sobre o assunto.

Os dois funcionários americanos disseram que Washington tomou esta decisão porque o presidente chinês, Xi Jinping, “fortaleceu” seu controle sobre a mídia nos últimos anos e a transformou em “braços” do “aparelho de propaganda” do Partido Comunista da China.

Todos os cinco veículos afetados são propriedade do Estado chinês. São eles a agência de notícias “Xinhua”; o canal de televisão “CGTN”; a “Rádio Internacional da China”; o jornal em inglês “China Daily”, e a empresa que o distribui, Hai Tian Development USA, também sujeita às restrições dos EUA.

Como acontece com as delegações diplomáticas de qualquer país, esses meios de comunicação terão agora de informar o Departamento de Estado sobre as propriedades que possuem nos Estados Unidos e fornecer uma lista dos nomes dos funcionários, assim como quem será demitido ou contratado.

Em novembro de 2017, Washington restringiu as atividades da televisão russa “RT”, obrigando-a a se registrar como agente estrangeiro para continuar operando no país.

Em resposta, o Parlamento russo aprovou uma lei para incluir vários meios de comunicação ocidentais em sua própria lista de agentes estrangeiros, como a “CNN”, a “Voz da América”, a “Radio Liberty” e alemã “Deutsche Welle” (DW).

 
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