EUA não reconhecem eleições da Venezuela nem Nicolás Maduro como presidente

País latino-americano atingiu níveis recordes de inflação, desnutrição e homicídios

Por Epoch Times

O líder da ditadura socialista marxista da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou um novo mandato de seis anos no domingo (20), em eleições presidenciais consideradas pelos Estados Unidos uma farsa que aponta para uma ditadura.

Quando Maduro instituiu no ano passado uma Assembleia Constituinte ilegítima para tornar possível a realização desta eleição, ele o fez à revelia da Assembleia Nacional escolhida pelo povo no final de 2015, com maioria contrária ao ditador. O governo de Donald Trump, em seguida, denunciou que o regime só procura “reescrever a constituição venezuelana e dissolver as instituições estatais, através de ações ‘inconstitucionais, antidemocráticas e corruptas'”.

O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, John Sullivan, disse a jornalistas no domingo que o governo norte-americano não reconhece o resultado da eleição presidencial da Venezuela e que vai discutir o assunto na próxima reunião do G20, em Buenos Aires, informou a Agência Reuters.

Quando Donald Trump alertou em julho passado através da Casa Branca sobre a situação na Venezuela e sobre as intenções de Maduro de perpetuar-se no poder por meios ilegítimos, prometeu que “os Estados Unidos não vão ficar parados enquanto a Venezuela desmorona (…) Os Estados Unidos tomarão medidas econômicas fortes e rápidas”.

“Os Estados Unidos mais uma vez exigem eleições livres e justas e estão ao lado do povo da Venezuela em sua busca por trazer de volta para seu país uma democracia plena e próspera”, disse Trump.

“O presidente Maduro forjou esta Assembleia Constituinte ilegítima para fortalecer ainda mais sua ditadura, e continua reforçando seu controle sobre o país”, disse o secretário do Tesouro Steven T. Mnuchin, em setembro de 2017. “A indiferença deste regime quanto à vontade do povo venezuelano é inaceitável, e os Estados Unidos irão apoiar o povo em oposição à tirania até que na Venezuela seja restaurada uma democracia pacífica e próspera”.

Venezuela, um país definido anos atrás pelo Banco Mundial como um país “rico”, atingiu níveis recordes de inflação, desnutrição e homicídios. O governo de Trump lançou duas leis como sanções contra os líderes da corrupção na Venezuela, o Decreto 13.808, de 25 de agosto de 2017, e o Decreto 13.827, de 19 de março de 2018.

Além disso, emitiu também oito comunicados desde julho passado, impondo sanções aos responsáveis venezuelanos.

Mnuchin advertiu que “o presidente Maduro dizimou a economia venezuelana e jogou o país em uma crise humanitária. Em vez de corrigir o curso para evitar mais catástrofes, o regime de Maduro tenta contornar as sanções através da moeda digital Petro, uma manobra que a Assembleia Nacional democraticamente eleita da Venezuela tem denunciado, e o Tesouro tem advertido o povo norte-americano para que a evitem”.

John Sullivan declarou no domingo que o governo de Trump está “se certificando de cumprir o nosso objetivo, que é atacar os representantes do regime corrupto e não o povo da Venezuela”, segundo informou a Agência Reuters.

“Nós não queremos prejudicar o país de uma forma que seja difícil de reparar após a restauração da democracia”, disse o vice-secretário.

Trump também está considerando impor sanções petrolíferas sobre o regime, as quais Sullivan disse serem “um passo muito significativo.”

 
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