EUA: legisladores discordam sobre lei de orçamento e imigração

O Congresso dos Estados Unidos tem pouco tempo para elaborar uma solução permanente para o orçamento e evitar a paralisia do governo na sexta-feira, 19 de janeiro.

A Casa Branca disse que apoiaria outra medida de curto prazo conhecida como resolução de continuação (CR), para manter o financiamento atual para as operações federais e manter o governo em funcionamento até meados de fevereiro.

“Nós apoiamos a CR de curto prazo. No entanto, essa não é a nossa primeira escolha”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, em 17 de janeiro.

“Ainda gostaríamos de ver uma lei de financiamento limpa, um acordo orçamentário de dois anos”, disse ela.

O Congresso não conseguiu chegar a um acordo sobre um amplo orçamento há meses e o governo atualmente está funcionando por meio de sua terceira medida tampão desde 1º de outubro. Os legisladores estão lutando para chegar a um acordo sobre os níveis de imigração e os gastos do governo.

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Os republicanos querem aumentar os gastos militares, proporcionando um menor aumento nas contas não relacionadas à defesa. Os democratas, diferentemente, exigem paridade entre a defesa e os gastos discricionais não defensivos.

A defesa sofreu uma parcela desproporcional de cortes de gastos em anos anteriores como resultado de cortes automáticos nos gastos do governo federal, conhecidos como “sequestração”. Cerca de metade desses cortes atingiu o orçamento da defesa, de acordo com especialistas. A fim de aumentar as despesas da defesa, o Congresso precisa chegar a um acordo para elevar o limite legal.

Os democratas exigem uma quantidade igual de aumento nos programas domésticos que incluem gastos para Segurança Interna, atividades antiterroristas do Departamento de Justiça, Assuntos de Veteranos e Departamento de Estado.

Como condição prévia para apoiar um acordo de orçamento, os democratas também estão pressionando por uma solução legislativa para os chamados “sonhadores”, os jovens imigrantes que entraram ilegalmente nos Estados Unidos.

Depois que o Congresso não conseguiu aprovar a Lei DREAM em 2010, o então presidente Barack Obama introduziu a Ação Diferida para Chegada de Jovens Imigrantes (DACA, na sigla em inglês) por meio de uma ordem executiva em 2012 como uma medida temporária para dar a quase 800 mil dessas pessoas autorizações renováveis de trabalho de dois anos e imunidade de deportação.

Os republicanos querem que um acordo de imigração seja separado do acordo de orçamento.

“O orçamento não deve estar vinculado a uma agenda política que os democratas estão dirigindo”, disse Sanders. Ela acusou os democratas de fazerem de refém a segurança nacional e os militares, e “tentarem forçar outras políticas que não têm nada a ver com o orçamento”.

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