EUA: interferência russa versus intromissão do FBI

FBI e DOJ inventaram a narrativa de colusão Trump-Rússia

Por Tian Yuan, Epoch Times

Depois que o conselheiro-especial Robert Mueller apresentou seu indiciamento contra 13 russos e 3 entidades em 16 de fevereiro, uma coisa estranha aconteceu. Como se tivessem recebido ordens, ninguém na grande mídia falou mais sobre como “Trump conluiou com a Rússia”, um tópico que foi uma obsessão da grande mídia por mais de um ano.

Isso, é claro, não significa que os meios de comunicação perceberam de repente que se fizeram de ridículos. Os ditos especialistas desenvolveram novas linhas de ataque contra o presidente Donald Trump. O último consenso da esquerda é que a interferência russa na corrida presidencial de 2016 nos Estados Unidos é um “ato de guerra”, comparável ao ataque de Pearl Harbor e ao atentado terrorista de 11 de setembro. A inação e a incompetência de Trump, dizem tais especialistas, são inaceitáveis.

Mas eles parecem se esquecer de uma coisa: a intromissão russa ocorreu principalmente bem diante do presidente Barack Obama. Eles também ignoram os outros atores envolvidos durante a gestão Obama: o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Departamento de Justiça (DOJ).

Essas agências tentaram proteger Hillary Clinton e minar seu oponente. Além disso, no caso de não conseguirem deter Trump, eles tinham uma “apólice de seguro” para arruinar sua presidência. A “campanha de influência russa”, em comparação com a intromissão do FBI e do DOJ, torna-se insignificante.

A mineradora de urânio Shootaring Canyon da Anfield Resources Inc. no meio do deserto de Utah, EUA, em 27 de outubro de 2017. A Anfield tem uma parceria com a empresa russa Uranium One (George Frey/Getty Images)
A mineradora de urânio Shootaring Canyon da Anfield Resources Inc. no meio do deserto de Utah, EUA, em 27 de outubro de 2017. A Anfield tem uma parceria com a empresa russa Uranium One (George Frey/Getty Images)

Escândalo da Uranium One

Em 2013, a Uranium One, uma empresa que controla 20% da capacidade de produção de urânio nos Estados Unidos, foi adquirida pela Rosatom, uma empresa estatal russa. A aquisição foi aprovada por unanimidade por um comitê governamental de nove agências, incluindo o Departamento de Estado, liderado por Hillary Clinton.

O FBI e o DOJ apresentaram evidências de irregularidades por parte do pessoal da Rosatom no solo americano já em 2009, mas o Congresso e o resto da administração não foram informados sobre os esquemas ilegais. Se essa conspiração criminal tivesse sido conhecida, o acordo provavelmente não teria sido aprovado.

A Fundação Clinton recebeu milhões de dólares de doações de indivíduos ligados à Uranium One e falhou em divulgar as doações. Além disso, Bill Clinton recebeu altas taxas de palestrante de um banco russo vinculado ao Kremlin logo após o acordo da Uranium One.

O FBI iniciou uma investigação em 2015. Quando esta questão foi levantada novamente durante a campanha presidencial de 2016, altos funcionários do FBI e do DOJ terminaram o caso por preocupação que os agentes do FBI perturbando as águas com uma investigação pudessem afetar a eleição, de acordo com o New York Times. Para o FBI e o DOJ, a carreira política de Hillary Clinton é mais importante do que a verdade e a justiça.

(Clique aqui para ver a imagem ampliada)
Este infográfico do Epoch Times mostra as conexões relacionadas ao acordo da empresa Uranium One nos Estados Unidos durante a gestão Obama (Clique aqui para ver a imagem ampliada)

Emailgate

No início de março de 2015, o New York Times informou que Hillary Clinton usou um servidor privado e inseguro de e-mail para negócios oficiais quando ela era secretária de Estado de Obama.

Apesar das afirmações de Hillary Clinton de que não havia material confidencial em seu servidor e que ela não enviou nem recebeu material confidencial, o FBI identificou 110 e-mails confidenciais, incluindo 65 e-mails “secretos” e 22 “ultrassecretos”. A agência entrevistou Clinton em 2 de julho de 2016. James Comey, o ex-diretor do FBI, exonerou Hillary Clinton em 6 de julho de 2016.

Aqui está a surpresa desagradável: Comey começou a preparar a declaração de exoneração de Clinton em algum momento em abril ou no início de maio de 2016. Ou seja, muito antes do final da investigação, Comey já havia concluído que Hillary Clinton era inocente. Existem dois sistemas de justiça nos Estados Unidos: um é para os Clinton, o outro para todas as outras pessoas. Os Clinton violam a lei; enquanto uma pessoa comum é jogada na prisão por fazer declarações falsas ao FBI.

FISAgate

Para deter Trump, o FBI e o DOJ inventaram o enredo da colusão Trump-Rússia. Depois que Trump ganhou a eleição, a história foi usada para minar sua presidência.

O FBI e o DOJ basearam seu caso contra Trump exclusivamente no dossiê “imoral e não verificado” de Christopher Steele, segundo as palavras de Comey num testemunho jurado em junho de 2017. Esse trabalho de assassinato político de reputação foi pago pela campanha presidencial de Hillary Clinton, pelo Comitê Nacional Democrata (DNC) e pelo FBI. Todos os envolvidos tentaram esconder esse fato, até isso ter sido exposto pelos republicanos do Congresso.

O FBI e o DOJ obtiveram mandados baseados na Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA) contra um voluntário da campanha de Trump, Carter Page, usando o dossiê como evidência central. O tribunal da FISA rejeitou um pedido de vigilância contra Carter Page em julho de 2016. Mas, em outubro, concedeu um mandado, que foi então renovado quatro vezes.

[O mandado de espionagem contra Carter Page provavelmente deu ao FBI o direito de supervisionar Trump e toda a sua equipe de campanha com base na regra de três graus da NSA. A regra permite a vigilância das comunicações de todas as pessoas que entrassem em contato com Carter Page e, além disso, as comunicações de todos aqueles que contataram pessoas que contataram Page, até cinco anos atrás.]

Paul Manafort, ex-presidente da campanha de Trump, aparentemente também foi visado. Algumas de suas conversas telefônicas com Trump podem ter sido grampeadas pelo FBI, de acordo com o ex-diretor de inteligência nacional James Clapper.

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O FBI e o DOJ não desistiram quando Trump derrotou Hillary Clinton: Robert Mueller foi nomeado conselheiro-especial. Mas sua investigação não está indo a lugar algum. É verdade que ele acusou alguns dos antigos associados de Trump, alguns dos quais se declararam culpados. No entanto, as acusações não têm nada a ver com a suposta colusão russa e nenhuma relação com Trump.

A acusação contra os russos é quase uma piada: todos sabem que não haverá um julgamento. O fracasso de Mueller levou até alguns esquerdistas linha-dura a questionarem a validade do conto da colusão Trump-Rússia.

Os russos não protegeram e exoneraram Hillary Clinton. O FBI fez isso. Ela conseguiu manter sua candidatura e depois perdeu a corrida presidencial justamente.

Os russos não usaram o dossiê de Steele como evidência para espionar os associados de Trump. O FBI fez isso. Sem verificação, o FBI usou o documento difamatório para requerer mandados para monitorar associados de um importante candidato presidencial, enquanto enganavam e sonegavam informações dos juízes da FISA ao longo do caminho.

Os russos não grampearam os telefones de Trump. O FBI fez isso. Usar o aparato de inteligência nacional para escutar um oponente político é uma nova baixaria para o governo federal.

Os russos não nomearam Mueller para lançar uma fútil caça às bruxas para prejudicar um presidente propriamente eleito. O DOJ fez isso, e a grande mídia os incentivou.

Agora, a mídia está nos dizendo que a campanha publicitária russa de baixo orçamento nas mídias sociais é mais significante, mas essa afirmação em breve seguirá o caminho das cansativas acusações de colusão.

As opiniões expressas neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Epoch Times.

 
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