EUA: governo federal termina abril com maior superávit da história do país

Por Petr Svab, Epoch Times

O governo federal dos Estados Unidos economizou em abril, subindo mais do que nunca no saldo positivo.

O Tesouro recebeu US$ 515 bilhões e gastou US$ 297 bilhões, o que representa um superávit recorde de US$ 218 bilhões, segundo uma estimativa do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês).

Abril é tradicionalmente o melhor mês para o orçamento federal, é quando o governo coleta a maior parte dos pagamentos de impostos do ano anterior.

O superávit recorde anterior de cerca de US$ 190 bilhões em abril de 2001 seria maior se ajustado pela inflação.

Ainda assim, os resultados deste mês de abril estão entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões acima do esperado pelo CBO em sua previsão há menos de um mês.

As estimativas do CBO podem ser reduzidas em alguns bilhões. O Tesouro está programado para liberar os números oficiais na quinta-feira, 10 de maio.

O superávit recorde se materializou apesar de um aumento de 8% nos gastos, em comparação com abril do ano passado. O governo gastou US$ 6 bilhões a mais para cobrir os pagamentos de juros da dívida (21% até abril), enquanto os gastos militares aumentaram US$ 4 bilhões (11%), benefícios da Previdência Social em US$ 4 bilhões (5%) e benefícios do Medicaid em US$ 3 bilhões (10%).

“Esses pagamentos foram principalmente relacionados à atividade econômica em 2017 e podem refletir um crescimento de renda mais forte do que o esperado naquele ano”, afirmou o CBO. “Parte da força dos recebimentos também pode refletir pagamentos maiores do que o previsto para a atividade econômica em 2018.”

Em suma, as pessoas podem ter trabalhado mais, estão sendo mais pagas pela mesma quantidade de trabalho, ou ambos, resultando em mais impostos.

A renda individual e os impostos sobre a folha de pagamento aumentaram em US$ 73 bilhões (ou 20%) de abril a abril.

Além disso, o imposto de renda individual retido e os impostos retidos na folha de pagamento aumentaram em US$ 7 bilhões (ou 4%), apesar de as pessoas já pagarem menos devido à histórica redução de impostos efetivada pelo presidente Donald Trump. Por outro lado, abril teve mais um dia útil este ano do que o anterior, o que também elevou o imposto retido um pouco mais alto.

A economia está numa faixa de superação das expectativas graças, em parte, ao “efeito Trump”, um impulso à confiança na economia ligada aos cortes de Trump nos regulamentos e impostos, e aos investimentos planejados em infraestrutura.

A taxa de desemprego caiu para 3,9% em abril. A única vez que caiu tão baixo desde 1969 foi em abril de 2000, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho.

Além disso, os salários do setor privado cresceram no primeiro trimestre no ritmo mais rápido desde 2007. Os pedidos de subsídio de desemprego caíram para o nível mais baixo desde 1969 na semana que terminou em 21 de abril.

O rendimento disponível das famílias aumentou a uma taxa de 3,4% no primeiro trimestre, acelerando em relação ao ritmo de 1,1% do trimestre anterior. As famílias também impulsionaram suas poupanças.

O governo, no entanto, não está tão à vontade. Os cortes de impostos combinados com o aumento dos gastos deprimiram ainda mais os meses mais fracos de fevereiro e março, ambos com déficits acima de US$ 200 bilhões. Além das contas crescentes do Medicare, do Medicaid e da Previdência Social, a inflação mais alta elevou os pagamentos de juros da dívida do governo. O impulso de Trump para o orçamento militar e um aumento nos gastos com ajuda a desastres também aumentaram.

Colaborou: Reuters

 
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