EUA: Departamento de Justiça começa investigação do papel da gestão Obama na espionagem da campanha de Trump

Por Ivan Pentchoukov, Epoch Times

O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos começou oficialmente uma investigação sobre se motivações políticas estavam por trás da espionagem da gestão Obama na campanha presidencial de Trump.

O vice-procurador-geral Rod Rosenstein ordenou que o inspetor-geral Michael Horowitz do DOJ ampliasse a atual investigação sobre os abusos de vigilância contra a campanha de Trump para incluir alegações de infiltração e se os envolvidos participaram nessas atividades para “fins impróprios”.

“Se alguém se infiltrou ou vigiou os participantes de uma campanha presidencial para fins impróprios, precisamos saber disso e tomar as medidas adequadas”, disse Rosenstein num comunicado.

Numa declaração separada, uma porta-voz do DOJ disse que Horowitz consultaria um promotor se qualquer evidência de criminalidade surgisse.

As declarações do DOJ ocorreram pouco depois que o presidente norte-americano Donald Trump exigiu no domingo (20) que fosse aberta uma investigação sobre a operação de espionagem contra sua campanha de 2016.

“Venho por este meio exigir, e o farei oficialmente amanhã, que o Departamento de Justiça investigue se o FBI/DOJ se infiltrou ou vigiou a campanha de Trump para propósitos políticos, e se essas demandas ou requisições foram feitas por pessoas dentro da gestão Obama”, escreveu Trump no Twitter.

A mensagem do presidente veio depois que o New York Times e o Washington Post citaram fontes anônimas do governo para revelar que pelo menos um espião do Departamento Federal de Investigação (FBI) se reuniu com três membros menores da campanha de Trump. Essas autoridades revelaram a identidade do espião aos jornais, apesar do DOJ dizer ao Congresso que divulgar a identidade do espião colocaria vidas em risco e comprometeria a segurança nacional.

A revelação de que um espião se infiltrou na campanha de Trump é agravada pelo fato de que o FBI conduziu a vigilância das comunicações da campanha de Trump por meio do uso de mandados da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA) e de requisições de desmascaramento.

A operação da FISA está sob ataque porque os mandados foram obtidos usando um dossiê anti-Trump não verificado financiado pela campanha de Hillary Clinton e pelo Comitê Nacional Democrata (DNC). Os altos funcionários do FBI e do DOJ envolvidos na assinatura dos mandados da FISA foram encaminhados para investigação criminal.

O espião

Embora a identidade do espião só seja oficialmente confirmada se e quando o Departamento de Justiça divulgar seu nome, Chuck Ross, do Daily Caller, informou no sábado (19) que os detalhes vazados para o NYT e o Post “combinam perfeitamente” com sua reportagem de março sobre Stefan Halper, um professor de Cambridge ligado à CIA e ao MI6 (a inteligência britânica).

Halper contatou com membros da campanha de Trump – Carter Page, George Papadopoulos e outro conselheiro, Sam Clovis – durante a campanha de 2016. Halper conheceu Page em meados de julho de 2016 e o ​​par permaneceu em contato pelos próximos 14 meses. Halper encontrou Clovis para tomar café em 31 de agosto ou 1º de setembro.

O relacionamento de Halper com Papadopoulos começou com um e-mail não solicitado em 2 de setembro de 2016, com uma oferta para levar o consultor de campanha de Trump a Londres para discutir a redação de um documento sobre questões energéticas na Turquia, Israel e Chipre. Halper ofereceu a Papadopoulos três mil dólares pelo trabalho.

Durante uma de suas reuniões, Halper perguntou a Papadopoulos se ele sabia alguma coisa sobre e-mails do servidor do DNC sendo violados pelos russos. Papadopoulos negou qualquer conhecimento, de acordo com fontes do Daily Caller.

A assistente de Halper, Azra Turk, também abordou a questão dos russos e e-mails quando bebeu com Papadopoulos e flertou com ele intensamente.

Turk recentemente encerrou sua conta telefônica.

Papadopoulos se declarou culpado de mentir ao FBI sobre seus contatos com outro professor, Joseph Mifsud.

Em abril de 2016, Mifsud disse a Papadopoulos que ele sabia que o governo russo tinha acesso aos e-mails de Hillary Clinton. Duas semanas depois, Papadopoulos teria mencionado os e-mails roubados de Clinton durante uma conversa embriagada com um alto diplomata australiano.

O FBI agora alega, de acordo com vazamentos anônimos para o New York Times, que essa conversa com o diplomata australiano é a razão para o início da investigação de dois anos e em andamento sobre a suposta conivência da campanha de Trump com a Rússia.

A investigação não produziu qualquer evidência de conluio.

 
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