EUA: coisas a se saber sobre o membro da equipe de Trump que foi espionado

Um memorando secreto do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, divulgado publicamente em 2 de fevereiro, mostrou que o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Departamento de Justiça (DOJ) obtiveram um mandado baseado na Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA) para espionar Carter Page, que era um conselheiro voluntário da campanha presidencial de Donald Trump.

Para obter o mandado, o memorando afirma que o FBI e o DOJ forneceram conscientemente ao Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISC), um tribunal federal encarregado de aprovar os mandados da FISA, informações não verificadas fornecidas pelo ex-espião britânico Christopher Steele.

O FBI e o DOJ também não revelaram ao tribunal da FISA que Steele tinha sido pago pela campanha presidencial de Hillary Clinton e pelo Comitê Nacional Democrata (DNC) e que ele se opunha ferozmente a Trump, tornando sua informação altamente questionável.

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O memorando também cita o então vice-diretor do FBI, Andrew McCabe, dizendo que o FBI não poderia ter obtido o mandado da FISA sem o dossiê Trump não verificado produzido por Steele.

Então, quem é Carter Page, o homem que foi espionado por quase um ano pelo FBI?

Aqui estão quatro coisas que vale saber sobre ele:

1. Carter Page nunca falou com Donald Trump em sua vida, nem se comunicou com Trump por e-mail, mensagem de texto ou qualquer outro meio, disse ele à ABC News em 6 de fevereiro.

2. Antes de ser espionado pelo FBI, ele apoiou a agência ao comparecer como uma testemunha num caso contra um nacional russo acusado de atuar como um agente russo não registrado nos Estados Unidos. “Eu fui uma testemunha num caso que eles estavam conduzindo. Então, eu estava apoiando o FBI”, disse Carter Page à ABC News.

3. Ele não esteve presente na única ocasião em que um grupo de conselheiros de política externa de Trump se reuniu em março de 2016. Carter Page disse à Fox News que estava no Havaí na época.

4. Carter Page iniciou um processo de difamação contra o Yahoo! News e o Huffington Post em função de reportagens publicadas em 2016. Os documentos do tribunal mostram Page descrevendo a matéria do Yahoo! News como “um artigo altamente enganador e cheio de falsas alegações”.

Steele, que foi contratado pela empresa de inteligência Fusion GPS para produzir o dossiê Trump, disse num caso legal separado no Reino Unido que informou o Yahoo! News, além do New York Times, Washington Post, CNN e The New Yorker, sobre o conteúdo não verificado do dossiê. Por sua vez, a Fusion GPS foi contratada e paga para produzir o dossiê por Clinton e o DNC enquanto também recebia dinheiro do governo russo.

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