Estudo revela falta de confiança da sociedade na mídia chinesa

O povo se volta para a internet
Jovens num cibercafé em Jiashan, na província de Zhejiang, Leste da China, em novembro (AFP/Getty Images)

Um grande estudo social recente na China revela que moradores da cidade, em sua grande maioria, perderam a confiança nas instituições sociais da China, estão preocupados com a segurança pública e mais dispostos a acreditar em blogues anônimos online do que nos jornais tradicionais.

O relatório sobre a qualidade de vida dos residentes urbanos foi publicado na manhã de 18 de dezembro pelo Instituto de Sociologia da Academia Chinesa de Ciências Sociais e pela Imprensa das Ciências Sociais da China.

Os entrevistados foram solicitados a classificar o nível de integridade de 11 setores e unidades típicas de trabalho, segundo o jornal estatal Legal Evening News.

O resultado mostra que o nível de integridade da mídia estatal é relativamente baixo quando comparado com blogues e microblogues. Segundo o relatório, jovens internautas de até 30 anos confiam mais no conteúdo de plataformas como o Sina Weibo; os microblogues ficaram em segundo lugar, ganhando a confiança de 21,6% dos participantes, uma proporção superior aos jornais chineses. Dos 11 setores incluídos no estudo, a profissão midiática foi classificada em sexto na lista de integridade.

Experimentos controlados também foram realizados por meio da criação de uma cena virtual para testar o nível de confiança e disparidade que residentes têm em relação à mídia tradicional e novas mídias. Os resultados mostram que, se um incidente ocorre, 44,4% dos usuários online confiam nas notícias dos blogues, mais do que a porcentagem de 38,7% que acredita no que vê na CCTV, a emissora estatal porta-voz do Partido Comunista Chinês (PCC).

Após o 18º Congresso Nacional do PCC, tem havido um rápido aumento no número de casos anticorrupção online espalhados através das mídias sociais.

Internautas espalham rápido notícias inéditas e importantes, acelerando a rapidez com que a informação é difundida na China. Certo número de casos de destaque foi exposto por cidadãos-jornalistas ou websites independentes.

O relatório diz que habitantes das cidades em 2012 sentem-se mais inseguros sobre segurança alimentar e de medicamentos, 40% dos entrevistados estavam preocupados, colocando este quesito no topo da lista de preocupações pelos dois últimos anos. Isto foi seguido pela segurança pública, falsificação de produtos e fraudes sociais.

Áreas comerciais também perderam uma grande dose de confiança do público. Além do setor bancário, com uma pontuação de 71,8 em 100, todas as outras indústrias importantes ficaram abaixo de 70. As indústrias de seguro e turismo receberam pouco mais de 60 pontos e o setor imobiliário ficou abaixo de 60, que é considerado um nível básico de confiança, segundo a escala adotada.

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