Estudo comprova que 85% dos brasileiros fazem compras sem planejamento

Consumidores em frente às vitrines fazendo compras (Kevork Djansezian/Getty Images)
Consumidores em frente às vitrines fazendo compras (Kevork Djansezian/Getty Images)

Os brasileiros estão cada dia mais ansiosos e acabam consumindo compulsivamente, revela pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgada nesta quarta-feira (27).

De acordo com o estudo que ouviu 646 consumidores, fatores como ansiedade, tristeza ou angústia são motivos que mais levam os brasileiros a fazerem compras por impulso. Na avaliação do SPC Brasil, este tipo de consumo descontrolado serve como uma forma de recompensa emocional, principalmente no que diz respeito a baixa autoestima.

“Na busca pelo prazer imediato ou para exibir um estilo de vida que não condiz com a própria renda, o comprador se alivia momentaneamente, sem se importar com o futuro do próprio bolso”, declarou a economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos.

O objetivo do estudo foi investigar o conhecimento do consumidor sobre finanças e foi constatado que apesar de se considerar preparado, o brasileiro não sabe lidar com o seu próprio dinheiro. Foi divulgado que 85% da população brasileira fazem compras sem planejamento e 74% das pessoas admitem não ter qualquer investimento fixo.

O estudo também revela o imediatismo do consumidor brasileiro, pois segundo o levantamento, quatro em cada dez entrevistados (42%) gastam tudo o que ganham e não conseguem poupar qualquer quantia.

Importância da educação financeira

O padrão de vida do brasileiro está melhorando, e com uma renda elevada, o acesso ao crédito está facilitado. Para o SPC Brasil, a combinação desse fator com o cenário econômico e social favorável, fez emergir no Brasil uma nova classe média que consequentemente está consumindo mais.

O novo padrão de consumo que se estabeleceu em decorrência destas mudanças vai além das necessidades consideradas primárias, e abrange produtos e serviços que no passado se limitavam a um percentual restrito de consumidores. “Daí surge à importância da educação financeira como forma de contribuir ativamente para aumentar o nível de consciência financeira, reduzindo a inadimplência e possibilitando um mercado mais transparente e com vantagens para todos que utilizam o crédito”, alerta a economista.

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