Publicado em - Atualizado em 03/10/2017 às 21:13

Estatal russa fornece internet à Coreia do Norte

Kim Jong-un examina uma carcaça metálica com duas protuberâncias em um local não revelado. A Coreia do Norte desenvolveu uma bomba de hidrogênio que pode ser carregada no novo míssil balístico intercontinental do país, informou a Agência Central de Notícias da Coreia em 3 de setembro (STR/AFP/Getty Images)

Kim Jong-un examina uma carcaça metálica com duas protuberâncias em um local não revelado. A Coreia do Norte desenvolveu uma bomba de hidrogênio que pode ser carregada no novo míssil balístico intercontinental do país, informou a Agência Central de Notícias da Coreia em 3 de setembro (STR/AFP/Getty Images)

A Coreia do Norte ganhou novo acesso à Internet através da Rússia, o que, na opinião de especialistas cibernéticos, fortalece a internet do país e sua capacidade para realizar ciberataques.

Os mesmos especialistas em segurança cibernética acreditam que a Coreia do Norte esteve por trás dos ataques a bancos e à Sony Pictures e do ataque do vírus de computador chamado WannaCry.

A empresa de monitoramento da internet 38 North assegurou que a nova conexão através da empresa estatal russa TransTeleCom começou a aparecer em bancos de dados de roteamento da internet às 9h08min da manhã (UTC) no domingo.

Até agora, o regime norte-coreano vinha utilizando a internet através da empresa chinesa de telecomunicações China Unicomun, em operação desde 2010.

Após a publicação de um relatório do projeto 38 North, a TransTeleCom emitiu uma breve declaração que não aborda diretamente tal vínculo, mas também não o nega.

A conexão à Internet da Coreia do Norte está limitada a poucas centenas de conexões, mas essas conexões são vitais para coordenar os ataques cibernéticos do país, disse Bryce Boland, diretor de tecnologia da região Ásia-Pacífico de FireEye, segundo a Reuters.

Boland afirmou que a nova conexão russa fortalecerá a capacidade do comando norte-coreano de realizar ciberataques no futuro.

Muitos dos ciberataques realizados por Pyongyang vêm de fora da Coreia do Norte usando computadores sequestrados, disse Boland, enquanto aqueles que ordenam e controlam tais ataques estão dentro da Coreia do Norte, comunicando-se com hackers e sequestrando computadores a partir de computadores dentro da Coreia do Norte .

“Isso irá melhorar a eficiência da sua rede e aumentar sua capacidade de direcionar e controlar essas atividades”, disse Boland.

O Washington Post informou no sábado passado que o Comando Cibernético dos Estados Unidos tem conduzido ataques de negação de serviço, também conhecidos como ataques DDoS, contra hackers norte-coreanos. A operação devia ter acabado neste fim de semana, no mesmo momento em que a Rússia decidiu fornecer à Coreia do Norte essa nova conexão que fortalece sua capacidade de continuar fazendo o que fez até agora.

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