Estado Islâmico executa 220 iraquianos de tribo opositora no Iraque

Terroristas do Estado Islâmico executaram pelo menos 220 iraquianos em retaliação a uma tribo que se opôs ao seu avanço sobre territórios a oeste da capital Bagdá, disseram fontes de segurança e testemunhas.

Duas valas comuns foram encontradas nesta quinta-feira (30) com alguns dos 300 membros da tribo sunita Albu Nimr, que o Estado Islâmico rendeu nesta semana.

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Os prisioneiros, de idades entre 18 e 55 anos, foram executados à queima-roupa, afirmaram as testemunhas. Os cadáveres de mais de 70 homens da tribo Albu Nimr foram desovados perto da cidade de Hit, na província de Anbar, bastião sunita no Iraque, de acordo com as testemunhas, segundo as quais a maioria das vítimas eram membros da polícia ou da milícia anti-Estado Islâmico chamada de Sahwa (Despertar).

“Encontramos estes corpos no início desta manhã, e militantes do Estado Islâmico nos disseram que ‘aquelas pessoas são do Sahwa, que combateram seus irmãos do Estado Islâmico, e esta é a punição de qualquer um que combata o Estado Islâmico’”, disse a testemunha.

Os terroristas haviam ordenado aos homens da tribo que abandonassem seus vilarejos e fossem para Hit, 130 quilômetros a oeste de Bagdá, prometendo-lhes “passagem livre”, afirmaram líderes tribais. Em seguida foram capturados e fuzilados.

Uma vala comum próxima da cidade de Ramadi, também na província de Anbar, continha 150 membros da mesma tribo, disseram autoridades de segurança.

A milícia Despertar foi criada com incentivo dos Estados Unidos para combater a Al Qaeda durante a escalada na ofensiva dos Estados Unidos em 2006-2007.

Rebeldes gesticulam ao lado dos corpos de homens mortos algemados e com os olhos vendados, depois de terem sido supostamente executados pelo grupo Al-Qaeda, no norte cidade de Aleppo, no dia 8 de janeiro de 2014 (MAHMUD AL-HALABI/AFP/Getty Images)
Rebeldes gesticulam ao lado dos corpos de homens mortos algemados e com os olhos vendados, depois de terem sido supostamente executados pelo grupo Al-Qaeda, no norte cidade de Aleppo, no dia 8 de janeiro de 2014 (MAHMUD AL-HALABI/AFP/Getty Images)

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