Especialistas e legisladores no Reino Unido debatem como acabar com assassinatos por órgãos na China

“Você não quer ouvir o testemunho dela?”, perguntou o jornalista Ethan Gutmann, referindo-se a uma praticante do Falun Gong que ele entrevistou; ela foi obrigada a fazer um exame médico que se acredita estar avaliando-a como uma doadora involuntária de órgãos. Ela foi detida em maio de 2013 com mais outros 500 prisioneiros de consciência, a maioria dos quais eram praticantes do Falun Gong.

O sr. Gutmann, juntamente com o advogado de direitos humanos David Matas e o membro veterano do Parlamento Canadense David Kilgour, compartilhou os resultados de suas investigações sobre a extração forçada de órgãos forçado sancionada pelo regime comunista chinês a partir de prisioneiros de consciência na China – assassinados por seus órgãos. Os três estavam visitando várias cidades da Inglaterra, Escócia e País de Gales para sensibilizar o público sobre a questão.

Legisladores e defensores dos direitos humanos que foram aos seminários afirmaram que tais crimes não devem ser tolerados.

Rhodri Glyn Thomas, membro da Assembleia Nacional do País de Gales, sugeriu a apresentação de uma “Moção sem nome” para a Assembleia do País de Gales garantindo que a questão seja amplamente debatida. Ele também disse que planeja escrever para o primeiro-ministro e para o ministro da Saúde sobre a questão e irá considerar a recomendação do sr. Matas de fechar os três Institutos Confúcio no País de Gales.

“Eu acredito que a pressão internacional vai ajudar a acabar com esta [extração forçada de órgãos]. É muito importante. Em relação à instituição que Wales representa, devemos conversar entre nós como um membro da comunidade internacional”, acrescentou.

Bob Doris, membro do Parlamento escocês, disse que o Parlamento Escocês está debatendo sobre a “Lei do Tráfico de Pessoas”. Ele acredita que o momento é bom para pressionar o fim da extração forçada de órgãos forçado na China.

Os participantes do evento de 26 de novembro na Assembleia Nacional incluíram a sra. Julie Morgan do Partido Trabalhista, o membro da Assembleia de Associados e da Comissão de Direitos Humanos e Paz sr. Andrew Davies do Partido Conservador, a sra. Jocelyn Davies, membro da Assembleia de Associados e da Assembleia de Associados representando o South Wales.

O sr. Doris saudou o sr. Kilgour e o sr. Gutmann pela sua segunda viagem ao Parlamento Escocês para o fórum de 27 de novembro. Ele expressou sua decepção pelo fato de o Partido Comunista Chinês ter enganado a comunidade internacional novamente.

Ele disse que entendeu pelo sr. Gutmann que os praticantes do Falun Gong não são apenas sujeitos à prisão e extração forçada de órgãos nas prisões, mas também forçados a fazerem os exames médicos em casa. Ele afirmou que isso mostra a expansão das violações dos direitos humanos.

O conselheiro John McLaughlin agradeceu ao sr. Kilgour, ao sr. Gutmann e ao sr. Li. Ele incentivou os participantes a explorarem e aprenderem mais detalhes.

Os conselheiros e palestrantes discutiram as possíveis ações para acabar com a extração de órgãos na China, no fórum 28 de novembro na Câmara Municipal de Glasgow.

Os vereadores concordaram em elaborar uma resolução condenando o crime do Partido Comunista Chinês da extração forçada de órgãos e apresentá-lo ao Parlamento Escocês entre o final de janeiro e início de fevereiro de 2015.

Um conselheiro sugeriu a apresentação de uma moção ao ministro da Saúde para prevenir os cidadãos escoceses a se envolverem em tráfico ilegal de órgãos. Outro sugeriu revogar a relação de cidade-irmã com a cidade de Dalian, uma das principais cidades que exercem o crime de extração de órgãos.

Em suas respostas à audiência, o sr. Kilgour muitas vezes deu um típico caso de transplante de órgãos relatado pela primeira vez no Minghui.org que um ocidental viajou para a China duas vezes em poucos meses para receber um total de 8 fígados até que um órgão compatível para seu transplante foi fornecido. Oito pessoas tiveram que morrer para que o paciente pudesse obter um novo fígado.

Ele lembrou que a extração de órgãos na China é sistemática e sancionada pelo Estado. “Este não é um crime normal. É um assassinato em massa.”

 
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