Enxurrada de invasões hackers apoia protestos

Website do Senado Federal diz ‘Hello World’. Sites de prefeituras, de governo e de um partido político também se tornaram plataforma de protesto

Websites de seis órgãos municipais em quatro estados, de dois estaduais e de um federal foram invadidos na madrugada desta segunda-feira (17) por hackers ativistas em favor dos crescentes protestos por direitos civis que se espalharam pelo país. Também foram hackeados sites de uma seção partidária e de um serviço web.

São eles: Câmara Municipal de Patrocínio Paulista (SP), Prefeitura Pacaembu (SP), Instituto de Previdência de Birigui (SP), Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM (da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos), Consórcio Intermunicipal de Saúde Centro Leste – Ciscel (MG), Procon de Rio Verde (GO) e do Instituto de Previdência Social do Município de Macaé (RJ). Também foram invadidos os sites da seção do PSDB de Ribeirão das Neves (MG), da seção de blogs da CBN (Rádio Globo) e do serviço de criação de websites Pagebin.

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Em vez do conteúdo original, a página inicial do site da Prefeitura de Pacaembu (SP) exibia frases contra a corrupção e a foto de uma manifestante segurando um cartaz escrito “Desculpe o transtorno, estamos mudando o país”. Os hackers assinaram como Brazilians Defacers e escreveram “O brasileiro acordou!”

Os websites do Instituto de Previdência de Birigui (SP) e de Macaé (RJ), do Consórcio Intermunicipal de Saúde Centro Leste (Ciscel), com sede em Itabira (MG), e do PSDB de Ribeirão das Neves (MG), exibiam uma página com fotos e um questionamento sobre a existência de democracia no Brasil e sobre os males que assolam a população brasileira. As imagens mostravam a presidente Dilma Rousseff sendo vaiada na abertura da Copa das Confederações ontem em Brasília, e da violência policial contra manifestantes e jornalistas durante os protestos.

“Por que nosso governo anda agredindo tanto o povo? O limite acabou! Inflação, corrupção, repressão, censura, tarifas, impostos. A Copa é para quem? Chega de ditadura moderna! Acordamos!”, escreveram os hackers, assinados como Learners of Curiosity, cobrando também mais saúde, educação, oportunidades, justiça, liberdade de expressão e imprensa honesta.

A seção de legislação do website do Senado Federal exibia apenas a frase “Hello World!” em fonte simples e com fundo branco.

O grupo Anonymous invadiu o website da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e vazou informações internas da companhia, como quadro de funcionários e endereços eletrônicos de diretores, e informações pessoais do prefeito Fernando Haddad e do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, como telefone e endereço residencial, segundo informou no blog AnonOps Comunicação, onde o conteúdo foi disponibilizado.

Em alguns sites não foi feita menção direta aos protestos, apenas informado que foram hackeados, como o da Câmara Municipal de Patrocínio Paulista (SP), assinado por Brwsk007, e do serviço de criação de websites Pagebin, que tocava o hit Run Away, do músico norte-americano de rock alternativo Ben Moody, e foi assinado por Anoncyber & Brazilian Hackers.

Uma parte da seção de blogs do portal da CBN (Rádio Globo) e o site do Procon de Rio Verde (GO) já haviam removido a intervenção mas ainda não haviam sido restabelecidos. A seção de áudio do portal da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo listava e executava canções de samba sem qualquer relação com os áudios oficiais de entrevistas do órgão. Até às 8h30 nenhum website ou seção havia sido regularizado.

Na quinta-feira (13) passada, hackers ativistas Anonymous substituíram a página inicial da mesma secretaria para protestar contra o aumento das passagens de transporte coletivo em São Paulo e apoiar a marcha, que reuniu 10 mil pessoas na capital paulista, segundo o Batalhão de Trânsito.

Novos protestos contra o novo valor das passagens ocorrem hoje à tarde em 108 cidades no Brasil e no exterior. Pela manhã desta segunda-feira, mais de 55 mil haviam confirmado presença pelo Facebook no Rio e mais de 234 mil em São Paulo.

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