Empresários turcos convocam embargo contra empresas chinesas diante da perseguição do PCC aos turcos uigures

Por G. Hakan Koçman

Empresários turcos estão convocando o empresariado mundial a aderir ao embargo contra empresas chinesas diante da perseguição do Partido Comunista Chinês aos uigures turcos na província de Xinjiang.

O proprietário da empresa DENKROM na província de Denizli, na Turquia, Kadir Akıncı, que se envolveu em atividades de protesto contra a China por sua perseguição aos uigures turcos por muitos anos finalmente decidiu que a batalha com a China só pode ser vencida por meios econômicos.  Depois de consultar informações com seus amigos, eles decidiram iniciar uma campanha de embargo contra empresas chinesas cancelando pedidos já feitos e realogando-os para empresas alternativas de outros países.

Desde o início de dezembro de 2019, 48 empresas de toda a Turquia apoiaram a campanha cancelando seus pedidos já feitos no valor de US$ 1.502.000.  O objetivo da campanha é alcançar 100 empresas na Turquia e expandir a ideia mundialmente no intuito de obter o apoio de empresários de todo o mundo.

Sobre o objetivo da campanha, Akıncı disse: “Hoje, como você sabe, governos e organizações estão sendo derrubados pela economia, política e a vida está sendo redesenhada. A luta relacionada ao Turquistão Oriental não poderia ter sido de outra maneira que não fosse a economia.  Assim, nossa campanha visa deixar os produtos chineses que podem ser substituídos por alternativas de outros países e, dessa forma, aplicar um embargo à China”.

Atualmente, 48 empresas apoiaram a campanha cancelando pedidos já feitos e parando de usar produtos chineses em seus negócios.  O valor dos pedidos cancelados que foram comprovados por faturas atingiu US$1.502.000 em sete meses.  Akıncı e seus amigos estão satisfeitos com o apoio das empresas até agora e dizem que, em vez de os governos americanos se aproximarem, a campanha será um movimento civil iniciado por empresários e que tem suas raízes em Anatólia.

Akıncı explicou o objetivo final da campanha é a assinatura de um protocolo com a China para interromper sua perseguição ao Turquistão Oriental.  “Nós nos esforçamos para isso e tentamos incluir todas as empresas que operam no mundo nesse processo. O objetivo final de nossa campanha é criar uma base de protocolos evidenciando que a República Popular da China e o Partido Comunista Chinês estão perseguindo o Turquistão Oriental. E que ela assine o texto do contrato preparado com nossos pedidos”.

Akıncı e os apoiadores da campanha estão muito conscientes de que alcançar tal objetivo pode parecer impossível, no entanto, eles dizem que os grandes incêndios começam com uma pequena faísca.  Eles acreditam que sua campanha dará início a muitas outras atividades e protestos.  Akıncı disse que testemunhou isso durante o período da campanha e viu que muitas ONGs que defendiam a perseguição uigure chamaram empresários para apoiar essa campanha de embargo.  “Em última análise, esta campanha servirá para a liberdade do Turquistão Oriental”, disse Akıncı.

A campanha será promovida na ONU

Akıncı disse que esta campanha foi apoiada não apenas por empresários, mas também por todas as associações, ONGs e líderes de opinião que se opõem à perseguição uigure.  O primeiro-ministro do governo do exílio do Turquistão Oriental İsmail Cengiz, presidente da Assembleia Nacional do Turquistão Oriental, Seyit Tümtürk, presidente do Congresso Mundial do Uigur, Dolkun İsa, Rabia Kadir, Associação de Educação do Turquistão Oriental e presidente da União das ONGs, Hidayetullah Oğuzhan, estão entre esses apoiadores.  Ele também afirmou que recebeu muitas mensagens de apoio e saudação do Turquistão Oriental.  A ONU também deu a ele uma data para promover a campanha na Assembleia Geral da ONU, que será realizada em 7 meses.

A China está aterrorizando os turcos uigures

O Epoch Times anteriormente deu ampla cobertura às terríveis violações dos direitos humanos cometidas pelo Partido Comunista Chinês na China e trouxe o assunto à agenda mundial.  Essas coberturas incluem horríveis violações de direitos humanos contra praticantes do Falun Dafa, uigures turcos, advogados de direitos humanos e ativistas na China.  A China, assim como fez com outros grupos, marginalizou os turcos uigures, nomeando-os de terroristas e os enviando para campos de reeducação ou campos de trabalhos forçados sob o pretexto de salvá-los de pensamentos marginalizados.

Quando perguntado sobre o que pensa sobre esse assunto, a resposta de Akıncı foi a seguinte:  “Hoje, a Turquia está travando uma luta contra o terrorismo. A Turquia está lutando com o FETÖ, o PKK, o YPG e grupos como o DHKP-C. A Turquia, enquanto luta contra o terrorismo, ela não atua contra famílias daqueles que se juntaram a esses grupos terroristas bem como no que se refere aos livros que eles lêem, às mesquitas ou igrejas que eles entram ou em seus estilos de vida de forma alguma. Só são punidos aqueles que se envolveram em atividades terroristas. Essa é também a forma como países de todo o mundo estão lutando contra o terrorismo. No entanto, a China faz tudo para fundamentar uma base em suas atividades, afirmando que os uigures turcos são jihadistas, o que é muito falso. Você não pode culpar uma nação por ser jihadista apenas por ter encontrado um ou dois livros em acampamentos ou apenas algumas pessoas que se juntaram à Al-Qaeda ou Hezbollah, ou ISIS. Os uigures turcos são um povo muçulmano decente. De fato, o que a China faz aos uigures turcos é a assimilação”.

Akıncı aponta que a causa das atividades da China se convertem em seu projeto Um Cinturão, Uma Rota, que se tornou uma política estatal na China.  É óbvio que existem reservas muito ricas de gás natural e petróleo no Turquistão Oriental que podem atender à necessidade de petróleo de quase un quarto do mundo.  Ele ressalta que, para utilizar esses recursos como a China deseja, ela está assimilando os turcos uigures lá e colocando-os em campos de forma a impedí-los de participar de protestos que sejam realizados por turcos uigures.

China tem grande controle sobre a mídia mundial

Akıncı disse ao Epoch Times que a China é um inimigo inteligente e poderoso no mundo de hoje.  Ele disse que, embora estejamos vivendo em um mundo capitalista, não podemos negar que o papel chinês prevalece em todo o mundo.  Ele disse que, como a China tem vantagem na área comercial, ela está usando esse poder para também controlar a mídia mundial para divulgar sua propaganda e mentiras no intuito de convencer as pessoas do mundo sobre as atividades ilegais que exerce. “Isso também é verdade para a mídia turca. Estamos nos aproximando dos principais meios de comunicação da Turquia sobre a nossa campanha. Mesmo que eles digam que estão apoiando nossa campanha, eles não publicam nenhuma notícia sobre isso. Dois ou três dias depois, após nossa conversa com o  jornais, estamos vendo anúncios de página inteira de empresas chinesas de tecnologia”, disse Akıncı.

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