Empresa taiwanesa de blockchain acusa firma da China continental de plagiar seu logotipo

Nos últimos anos, muitas empresas chinesas foram acusadas de infringir direitos autorais ou roubar propriedade intelectual

Por Frank Yue

A startup HollyGold, com sede em Taiwan, acusou uma empresa da China continental de roubar seu logotipo para criar uma empresa plageadora.

A startup trabalha com tecnologia blockchain e tem como objetivo revolucionar a indústria do cinema e da televisão com dinheiro virtual, segundo seu site. O CEO da HollyGold, Dior Wu, afirmou que o logotipo e a imagem de sua empresa foram plagiados em um site chinês, de acordo com relatos da mídia. Ele relatou o site às autoridades de Taiwan e da China continental em 28 de julho.

Wu pesquisou a aplicação do blockchain por anos. Até o momento, obteve três patentes na área. Wu argumenta que o blockchain será uma tecnologia importante que mudará o modelo de negócios da indústria global de cinema e entretenimento.

A tecnologia de blockchain de Wu chamou a atenção de Hollywood.

Christopher Bremble e Kevin Robl estão trabalhando com Wu para emitir moedas digitais exclusivas para a indústria cinematográfica. Bremble é o fundador da BaseFX, vencedora de três prêmios Emmy de efeitos visuais e animação. Robl é financista de Hollywood e membro do Comitê Consultivo do Presidente para as Artes do Centro John F. Kennedy para as Artes Cênicas.

Robl disse em um vídeo para a HollyGold que todas as indústrias ao redor do mundo estão sofrendo o impacto da pandemia e que Hollywood não é exceção. Considerando a tecnologia sem fio 5G e as plataformas de serviço de streaming de hoje, ele acredita que, se combinada com a aplicação da tecnologia blockchain, pode ser possível revolucionar o modelo de negócios de toda a indústria de Hollywood.

Plágio: uma epidemia na China corporativa

Nos últimos anos, muitas empresas chinesas foram acusadas de infringir direitos autorais ou roubar propriedade intelectual.

Em 2018, uma empresa chinesa chamada Natural Mill em inglês começou a abrir lojas que se assemelhavam ao varejista Muji, com sede no Japão, em estética e logotipo. A marca chinesa usava os mesmos caracteres kanji (símbolos chineses usados ​​na escrita japonesa) que o Muji.

Uma fotografia mostra o logotipo da empresa chinesa Huawei em sua sede no Reino Unido em Reading, oeste de Londres, em 28 de janeiro de 2020 (DANIEL LEAL-OLIVAS / AFP via Getty Images)
Uma fotografia mostra o logotipo da empresa chinesa Huawei em sua sede no Reino Unido em Reading, oeste de Londres, em 28 de janeiro de 2020 (DANIEL LEAL-OLIVAS / AFP via Getty Images)

Em outro exemplo, em julho de 2010, a Motorola Inc. processou a gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies, alegando um complô de vários anos da alta administração da Huawei para roubar segredos comerciais de propriedade da Motorola. O processo alega que alguns funcionários da Motorola, incluindo Pan Shaowei e Jin Hanjuan, conspiraram com representantes da Huawei, incluindo o fundador da Huawei, Ren Zhengfei, para roubar a tecnologia de propriedade da empresa.

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